05 de outubro, de 2012 | 00:00
Horário político termina com baixa aceitação popular
Para Lorena Gomes, mestre em Ciências Sociais, baixo interesse está ligado à descrença na política partidária
DA REDAÇÃO Foi encerrada, nessa quinta-feira (4), a propaganda eleitoral gratuita nas emissoras de rádio e televisão de todo o país. Nos últimos 45 dias, candidatos a prefeito, a vice-prefeito e a vereador puderam divulgar suas propostas de campanha visando conquistar os eleitores de seu município. Contudo, o eleitorado rejeita as propagandas veiculadas diariamente pelas emissoras de rádio e TV fator comprovado por pesquisas sobre o perfil do eleitorado.Com o fim do horário político, as emissoras de rádio e TV voltam a exibir sua programação normal a partir de hoje. Nas cidades com mais de 200 mil eleitores, se um dos candidatos não conseguir 50% mais um dos votos válidos, forçando a realização de segundo turno, a propaganda eleitoral no rádio e na televisão voltará a ser exibida a partir do próximo dia 13, com término no dia 26.
A pesquisa de intenção de voto divulgada pelo DIÁRIO DO AÇO, na primeira quinzena do último mês, ilustra a baixa aceitação dos votantes em Ipatinga para a propaganda eleitoral gratuita. Questionados pela pesquisa desenvolvida pela Praxis Opinião e Mercado sobre com que frequência os eleitores têm acompanhado os programas eleitorais no rádio, à época 62,7% responderam que nunca acompanharam a divulgação dos candidatos. Outros 32% afirmaram acompanhar de vez em quando, e apenas 4,9% disseram que acompanham todos os dias.
Para as emissoras de televisão, por sua vez, os índices de audiência da propaganda eleitoral ficaram um pouco acima dos números registrados para o rádio, mas persiste o desinteresse da população pela mídia aberta aos candidatos políticos. Entre os entrevistados, 50,2% disseram que nunca assistiram ao horário gratuito na televisão. Mas 41,7% disseram que acompanham de vez em quando, e 7,4% responderam que assistem todos os dias.
Descrença
A mestre em Ciências Sociais, a professora da Universidade Presidente Antônio Carlos (Unipac), em Ipatinga, Lorena Gomes de Melo, pontua que o desinteresse é resultado de uma educação precária da população, além da descrença dos eleitores com a política partidária brasileira.
A população está descrente com a política partidária, uma vez que a história recente do país tem sido marcada por acontecimentos relacionados à corrupção. Uma grande parcela da população, além disso, não vê o ato de votar como uma questão democrática. E é um dos únicos momentos da sociedade que somos de fato iguais”, argumentou.
Para Lorena, não somos educados para a formação de uma sociedade de cidadãos participativos”. Ela entende que a propaganda eleitoral gratuita não determina o voto dos eleitores. Tudo que está relacionado à politica tem o viés da obrigatoriedade, e isso é rejeitado pela população”, argumenta.
Chatice” e desperdício”
O DIÁRIO DO AÇO ouviu a opinião de populares na região nessa quinta-feira (4) sobre o assunto.
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