08 de outubro, de 2012 | 00:00
Aos 81, professora pioneira pede uma saúde digna” para Belo Oriente
BELO ORIENTE - Nos dias de votação, geralmente, os candidatos ficam cercados de pessoas e se tornam o centro das atenções. Mas na manhã de ontem, a professora aposentada Esmeralda Dutra Teixeira, 81, roubou a atenção na Escola Estadual Tancredo Neves, no distrito de Cachoeira Escura (Perpétuo Socorro).Depois de votar onde lecionou por 15 anos, a pioneira do município ficou no pátio, sentada em sua cadeira de rodas. Por ser uma figura muito conhecida na comunidade, ela recebia cumprimentos e gestos carinhosos de quem chegava ao local. Esmeralda viu a cidade se desenvolver e, por isso, se sente obrigada a exercer o direito do voto. Não gosto de política, mas essa é a hora de termos voz. Eu me sinto obrigada a votar e continuarei sempre que puder. Quando voto, sinto que cumpri o meu dever”, comentou.
A professora conta que, em 1962, a cidade não contava com escola e as aulas eram ministradas na Delegacia de Polícia. Eu dei aula na delegacia por muitos anos, porque não tinha colégio. Depois que a Tancredo Neves foi inaugurada, trabalhei lá até me aposentar”, relatou.
Ao ser perguntada sobre o seu desejo para a cidade que viu crescer, por curiosidade, a reposta de Esmeralda não foi ligada à educação. Eu desejo para Belo Oriente saúde, coisa que nós não temos. Sou cadeirante há 13 anos e é muito difícil conseguir atendimento. Geralmente, quando preciso ir ao médico, me desloco para Coronel Fabriciano. É muito transtorno. A cidade merece uma saúde digna”, frisou a aposentada.
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