08 de outubro, de 2012 | 00:00

Obstáculos não impedem cadeirante de votar

Mesmo com seção no segundo andar eleitora considera momento importante

FABRICIANO – A dificuldade de acesso para os deficientes nos locais de votação pode representar um empecilho no momento da votação. No entanto, a cadeirante Maria Aparecida da Silva Carvalho considera o voto como um momento de se sentir útil perante a sociedade. “Eu gosto porque a gente se sente útil e isso é bom”, destaca.
Vítima de uma paralisia infantil, com apenas um ano de idade, ela tem dificuldade de locomoção e utiliza uma cadeira de rodas para aliviar os movimentos. Cidinha, como é conhecida, foi auxiliada por uma sobrinha para se deslocar até o local de votação, neste domingo (7).
Sua seção fica no segundo andar da Escola Estadual Perlingeiro de Abreu, no bairro Floresta, e lá nenhuma urna foi instalada no primeiro andar. “Desta vez, melhorou, porque antes não existia rampa e as pessoas tinham que me carregar no colo para levar até a sala”, conta.
Wôlmer Ezequiel


Cidinha cadeirante

Dos candidatos escolhidos por ela nestas eleições, Maria Aparecida espera projetos de melhoria nas condições de acesso ao transporte público, nas pontes e calçadas de Fabriciano. “É difícil andar nas ruas de Fabriciano, perto da minha casa tem uma “pinguela”, que eu utilizo para passar e ela está em péssimas condições”, reclama.
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