08 de outubro, de 2012 | 00:00
Para empresário, cenário administrativo preocupa
Assenir Bourguignon que atua há 50 anos em Ipatinga avalia situação atual
IPATINGA Depois de votar, em uma das seções eleitorais do Colégio São Francisco Xavier, no bairro Cariru, o empresário Assenir Bourguignon aguardava, no pátio, a família votar também naquele estabelecimento. Proprietário de uma rede de lojas de produtos para informática, Assenir atua há 50 anos no comércio em Ipatinga, e ressalta que acompanhou o processo eleitoral deste ano com muita preocupação.Para o empreendedor, Ipatinga está em uma situação administrativa crítica e pede mudanças urgentes. Acompanhamos com atenção todo esse processo, ouvimos as propostas de todos e caminhamos para definir o voto em uma das candidaturas de quando a cidade era bem governada. Por isso, temos uma posição bem clara nesta eleição. Optamos por um candidato que tem condições de colocar a cidade nos trilhos”, explicou.
Conforme Assenir Bourguignon, há uma questão conjuntural, que provoca o empobrecimento da cidade que já foi uma das mais prósperas de Minas Gerais. Nós, que estamos no comércio, temos um termômetro muito sensível da situação econômica da cidade. Avaliamos que houve uma redução de 30% na atividade econômica nos anos anteriores. Claro que há uma inflação a ser considerada neste período, mas ainda assim o desaquecimento da atividade econômica tem peso significativo”, detalhou.
Para o empresário, o próximo governante terá como desafio primordial elaborar políticas públicas voltadas para o desenvolvimento econômico e fazer frente aos efeitos resultantes do desaquecimento da indústria local. Neste sentido, Assenir afirma que Ipatinga precisa também de uma Câmara de Vereadores forte e um governante com apoio dos governos estadual e federal.
Costumo dizer para os amigos que ser governante em Ipatinga deveria ser tratada como uma questão honrosa. Mas não é o que tem acontecido. As pessoas entram lá, se vendem por qualquer coisa e, em troco de interesses pessoais a cidade inteira é prejudicada. Na minha maneira de ver, o Estado deveria usar os mecanismos e intervir em situações em que uma gestão não dá certo e deixa a cidade sob riscos como estamos agora”, afirmou.
Judicialização
Sobre a possibilidade de uma nova crise administrativa, o empresário afirma que é inaceitável pensar nesta possibilidade, haja vista os efeitos da troca no comando do município entre 2008 e 2009. Não há outro recurso, precisa haver filtros para permitir que somente os candidatos em situação absolutamente inquestionável pudessem disputar. Uma cidade inteira não pode ficar refém de decisões judiciais que, no fim, jogam todos numa situação de instabilidade como essa que acabamos de sair”, concluiu Bourguignon.
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