17 de outubro, de 2012 | 00:00

Fabriciano realiza testes em cães para detectar leishmaniose visceral

A campanha, feita em parceria com o governo estadual, será realizada em todos os municípios de Minas Gerais

FABRICIANO – Equipes de agentes de saúde e médicos veterinários do setor de Endemias, da Secretaria Municipal de Saúde, iniciaram, na última semana, testes rápidos para detectar a leishmaniose visceral em cães. Os testes serão aplicados em cerca de 4.200 cães, o que corresponde a 30% da população canina do município, que soma aproximadamente 14 mil animais. A ação será realizada ao longo de um ano e atingirá todos os bairros da cidade.
A campanha, feita em parceria com o governo estadual, será realizada em todos os municípios de Minas Gerais. Como parte da campanha, os agentes também promovem palestras informativas sobre a doença junto aos moradores e lideranças das localidades visitadas.
Conforme a coordenadora do setor de Zoonoses da Secretaria de Saúde, Amanda Fernandes, o teste é feito em apenas 20 minutos e, caso o resultado seja positivo, o animal infectado passa por outro exame (sorologia). “Muitas vezes, os animais contaminados demoram a manifestar os sintomas da doença, o que dificulta o diagnóstico da leishmaniose visceral. O teste vai nos ajudar nesse levantamento”, alerta Amanda.
Ainda segundo a coordenadora, não há registros de leishmaniose visceral no município. “No entanto, foram diagnosticados casos da doença em cidades vizinhas da nossa região. Por isso, é importante reforçar o trabalho de prevenção”, completa.
Outras informações sobre a campanha preventiva da leishmaniose visceral canina podem ser obtidas no setor de Endemias pelo telefone (31) 3846-7614.

Mosquito
A leishmaniose visceral é transmitida por um mosquito e tem como principal hospedeiro o cão. A contaminação ocorre quando uma pessoa é picada por um mosquito que já tenha picado um animal infectado. Entre os sintomas da doença, estão febre de longa duração, fraqueza, emagrecimento, palidez e, nas fases mais evoluídas, hemorragias. Também pode afetar o fígado, o baço e a medula óssea. O tratamento é feito a base de antibióticos e pode durar mais de 45 dias. Quando não tratada, a doença pode levar a óbito.
 
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