26 de outubro, de 2012 | 00:02
Resultado de LIRAa em Timóteo é preocupante
Nos três principais municípios da região índice de infestação é maior do que recomendado pelo Ministério da Saúde
FABRICIANO O município de Timóteo possui o maior índice de Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), na Região Metropolitana do Vale do Aço com 3.6%, conforme último levantamento feito pela Superintendência Regional de Saúde (SRS). Em Coronel Fabriciano, o índice apresentado foi de 1.4% e em Ipatinga o percentual registrado foi 1.9%. Em todos os municípios, o índice está acima do recomendado pelo Ministério da Saúde, que é de 1.0%.Conforme o técnico em referência de controles de Endemias da SES, Juniel Scarabelli, quando o índice é igual ou inferior a 1.0% significa que o município tem o controle da situação, mas isso não significa que está totalmente isento da transmissão. Mas se ainda sim houver a transmissão você não terá uma epidemia. Todos esses municípios já ultrapassaram essa marca e estão em médio risco e Timóteo está com risco alto” explicou.
Em alguns casos, a análise feita por regionais de bairros é ainda mais preocupante e o índice do LIRAa chega a aumentar tornando a situação ainda mais crítica, relata Juniel Scarabelli. É o caso do bairro Santa Rita, onde o índice é de mais de 5%. Então, esse dado caracteriza que já está tendo a transmissão da doença naquela localidade”, confirma. Em Coronel Fabriciano, também houve maior incidência na regional dos bairros Manoel Maia, Caladão, Santa Cruz.
Atuação
Segundo informações da regional em Timóteo, as ações de combate a dengue já foram intensificadas com atuação da equipe da Força-Tarefa, presente no município há mais de uma semana com 85 funcionários do Ministério da Saúde cedidos para a Secretaria de Estado de Saúde (SES). Neste momento, eles estão fazendo o trabalho de remoção dos criatórios de mosquitos encontrados nos quintais e também realizando um trabalho educativo e de tratamento químico nos locais onde estão localizados focos geradores de mosquitos”, detalha Scarabelli.
Período
A temporada de transmissão do mosquito, conforme a Superintendência, tem inicio na última semana de novembro e se estende até o meio do ano seguinte. Após esse período, há uma redução natural dos números, mas em se tratando do Vale do Aço a transmissão da doença pode ocorrer ao longo de todo o ano. As condições climáticas da região são favoráveis à reprodução do mosquito.
Paraíso fora do LIRAa
Santana do Paraíso não está incluído no resultado no LIRAa e lá é feita uma pesquisa de rotina chamada de Levantamento de Índice Larvário. A inclusão de outra metodologia de trabalho se justifica pelo fato de o município não possuir número suficiente de domicílios para realizar os extratos (8 a 12 mil imóveis para cada extrato).
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