28 de outubro, de 2012 | 00:00
Competitividade na ordem do dia
Para Wilson Brumer, o Brasil tem um longo caminho a percorrer para aumentar a sua competitividade em nível global
IPATINGA O setor produtivo brasileiro tem um longo caminho a percorrer no sentido de melhorar a sua competitividade. A afirmação é do ex-presidente da Usiminas, Wilson Nélio Brumer, que participou, na tarde de sexta-feira (26), da solenidade comemorativa dos 50 anos da Usiminas, realizada no Centro de Desenvolvimento de Pessoal (CDP) da Usiminas.O executivo, que presidiu a Usiminas por dois anos e deixou o cargo em janeiro deste ano, para dar lugar ao argentino Julián Eguren, hoje atua no mercado financeiro, ligado ao setor de mineração e energias renováveis.
Wilson Nélio Brumer afirmou que o Brasil enfrenta um grande desafio que é aumentar a competitividade no mercado global. Em relação aoPrograma Brasil Maior, de apoio à indústria brasileira, assinado pela presidente Dilma Rousseff, Brumer defende que as medidas sejam feitas, não de forma isolada, mas num conjunto.
Certamente a melhoria das taxas de câmbio, a redução da taxa de juros são medidas muito importantes. O recente anúncio do programa de concessão de rodovias deve ser considerado, porque também é ponto fundamental no aumento da competitividade brasileira. Mas o país tem um longo caminho a percorrer. Falta uma reforma tributária, uma reforma trabalhista para desonerar os encargos e com isso gerar mais empregos de boa qualidade. A logística precisa ser melhorada, a educação e, com ela, a inovação tecnológica. Estes estão entre as maiores necessidades”, avaliou o executivo.
Para Wilson Brumer, medidas como a redução da taxa de juros para o consumidor, redução da alíquota do Imposto Sobre Propriedade Industrial (sobre produtos automotivos e eletrodomésticos) são obviamente importantes, mas surtem efeitos de curto prazo, apenas”. Os investimentos na infraestrutura é que vão assegurar e consolidar a retomada do crescimento”, considerou.
Brasil Maior
O Programa Brasil Maior, de apoio à indústria brasileira, foi anunciado pela presidente Dilma Rousseff no dia 31 de agosto deste ano, quando foi sanciona a lei que oficializa incentivos a investimentos, exportações e à indústria nacional.
A Lei n° 12.712, entre outras medidas, prevê a prorrogação, para até 31 de dezembro de 2013, de financiamentos com juros especiais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Anteriormente, os financiamentos estavam previstos para durar até agosto passado. Os empréstimos, com taxas reduzidas, destinam-se a financiar bens de capital (máquinas e equipamentos) e investimentos em tecnologia e inovação.
Além disso, a nova lei cria a Agência Brasileira de Fundos e Garantias (ABGF), destinada a fornecer garantias contra riscos em operações de crédito, focando nos casos em que não tenham plena cobertura do mercado privado. Ela também autoriza a União a aumentar o capital social dos bancos do Nordeste e da Amazônia e a conceder subvenções para crédito nos fundos de Desenvolvimento da Amazônia e do Nordeste (FDA e FDNE).
O Programa Brasil Maior é definido pelo governo como política industrial, tecnológica e de comércio exterior da gestão da presidenta Dilma Rousseff. O programa destina-se à implementar medidas de desoneração dos investimentos e das exportações.
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