10 de novembro, de 2012 | 09:54

Serviço de urgência funciona com restrições

Falta de médicos deixa urgência e emergência do serviço público de saúde em situação precária em Ipatinga

Com atualização às 15h21
IPATINGA – O atendimento de emergência prestado pelo Samu está suspenso desde o começo da manhã deste sábado.  A reclamação veio do Centro de Ipatinga, onde um paciente passou mal, com dor no peito e ficou sem atendimento.
No Samu, a resposta é que, em função das mudanças implementadas pela administração municipal, a equipe vem enfrentando constante corte de pessoal.
O médico socorrista Ângelo Cunha, confirma que na manhã de hoje havia apenas ele na unidade do Samu. O normal, explica o médico, seria um profissional na regulação e outro para ir com as equipes para a rua, prestar atendimento de urgência e emergência.  “De fato, tivemos que negar um atendimento no centro de Ipatinga, a esse paciente com dor no peito”, explicou.
Para agravar a situação, também há falta de médicos no Pronto Socorro Municipal. A unidade deveria ter, por turno, um cirurgião, um pediatra e um clínico.
Os pacientes que eventualmente forem socorridos com urgência clínica, não têm como ser atendidos no PSM. Também não podem ser levados para o Hospital Márcio Cunha, que recebe apenas as vítimas com politraumatismo, traumatismo craniano e outras situações muito graves.
“Já vínhamos enfrentando problemas com a falta de funcionários, mas agora estamos numa situação emergencial. A população precisa ser informada desta situação. Também já avisamos a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros desta situação emergencial, afirma o médico socorrista, de plantão no Samu.
Acionada para explicar a situação, a administração municipal emitiu a seguinte nota, cuja íntegra segue abaixo:
"De portas abertas 24 horas por dia, o HMI trabalha atualmente com 100% acima de sua taxa de ocupação planejada, que era de 80 pacientes/dia em 2004, quando a instituição chegou a ser classificada como pronto-socorro. Diariamente, passam pelo hospital pacientes de 60 municípios, incluindo os do Vale do Aço. São aproximadamente 500 pessoas atendidas por dia, em média 15 mil pacientes por mês.
O Hospital Ipatinga acolhe um elevado número de pacientes de fora do município. Sem negar atendimento, 44% da demanda no hospital são de pacientes de outras cidades. Atualmente, a Prefeitura de Ipatinga cobre o custeio do valor referente ao atendimento excedente.
Todos os pacientes que chegam passam pela classificação de risco e a direção do hospital assegura atendimento ao paciente de risco iminente de morte, ou àquele que eventualmente o quadro venha a se agravar em poucas horas.
Constantemente, o município é obrigado a buscar aporte financeiro nos governos estadual e federal para suprir o déficit na Saúde, principalmente quanto à revisão dos valores repassados.
Esclarece ainda que a informação de que havia apenas um médico no HMI nesta manhã não procede, pois se encontravam no HMI um clínico de emergência, ortopedista e politrauma. O tempo de atendimento vai de acordo com a demanda e classificação de risco".
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