11 de novembro, de 2012 | 00:00

Restrições no serviço de urgência

Atendimento de emergência prestado pelo Samu estava suspenso na manhã desse sábado

IPATINGA – O atendimento de emergência prestado pelo Samu estava suspenso na manhã desse sábado. A reclamação veio do Centro de Ipatinga, onde um paciente passou mal, reclamando dor no peito, e ficou sem atendimento. No Samu, a resposta é que, em função das mudanças implementadas pela administração municipal, a equipe vem enfrentando constante corte de pessoal por turno.
O médico socorrista Ângelo Cunha, confirmou, por telefone, que na manhã de ontem era o único profissional a postos na unidade do Samu. O normal, explica o médico, seria uma pessoa na regulação e outra para ir com as equipes para a rua, prestar atendimento de urgência e emergência. “De fato, tivemos que negar um atendimento no Centro de Ipatinga, a esse paciente com dor no peito”, explicou.
Para agravar a situação, também houve reclamação da falta de médicos no Pronto Socorro Municipal. A unidade deveria ter, por turno, um cirurgião, um pediatra e um clínico. O governo municipal negou a procedência da informação.
Os pacientes que, eventualmente, forem socorridos com urgência clínica, não têm como ser atendidos no PSM. Também não podem ser levados para o Hospital Márcio Cunha, que recebe apenas as vítimas com politraumatismo, traumatismo craniano e outras situações consideradas muito graves.
“Já vínhamos enfrentando problemas com a falta de funcionários, mas agora estamos em situação emergencial. A população precisa ser informada desta limitação. Também já avisamos à Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros desta situação emergencial”, afirmou o médico socorrista de plantão no Samu.
Resposta
A Prefeitura de Ipatinga informou, por meio da Assessoria de Comunicação, que o Hospital Municipal trabalha atualmente com 100% acima de sua taxa de ocupação planejada, que era de 80 pacientes/dia em 2004, quando a instituição chegou a ser classificada como pronto-socorro. “Diariamente, passam pelo hospital pacientes de 60 municípios, incluindo os do Vale do Aço. São aproximadamente 500 pessoas atendidas por dia, em média 15 mil pacientes por mês”, acrescentou.
A nota destaca as dificuldades de custeio com recursos próprios, do atendimento que precisa ser prestado, e que o município é obrigado a buscar aporte financeiro nos governos estadual e federal para suprir o déficit na Saúde. A nota nega, entretanto, a informação de que o HMI estaria sem médico ontem pela manhã.
 
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