12 de dezembro, de 2012 | 00:00

Municípios da região em estado de alerta para dengue hemorrágica

Período de chuva e calor pode propiciar nova epidemia da doença no Vale do Aço

IPATINGA – A Superintendência Regional de Saúde (SRS), se prepara para enfrentar uma possível epidemia de dengue na região, nos próximos meses. Nessa terça-feira (11), médicos, enfermeiros e outros profissionais da área de saúde da jurisdição da SRS de Coronel Fabriciano participaram do I Simpósio sobre Manejo Clínico de Dengue do Vale do Aço. O evento foi realizado na Faculdade Pitágoras, em Ipatinga.
Segundo a médica infectologista Carmelinda Lobato de Souza, o objetivo dessa iniciativa foi o de capacitar os profissionais de saúde, médicos e enfermeiros para lidar com essa nova e provável epidemia que pode atingir a região. “Para que esses profissionais possam fazer um atendimento adequado a esses pacientes e evitar que eles evoluam para formas graves da dengue e até o óbito”, explica.
A médica alerta para infestação do mosquito Aedes aegypti, nos municípios da região que, somado ao período de chuva e calor, pode resultar em uma epidemia. “Acreditamos no crescimento do número de casos e, além disso, estamos correndo riscos da circulação do tipo quatro que é um sorotipo novo que foi isolado em Governador Valadares e tem chance de chegar até à região”, afirma.
Conforme Carmelinda Lobato, esse novo sorotipo pode favorecer as formas mais graves da doença como, por exemplo, a dengue hemorrágica. “Então, esses profissionais receberam orientações com relação aos atendimentos de enfermagem, onde esses pacientes devem ser atendidos, quais os exames a serem feitos e como esses pacientes devem ser tratados”, detalhou.
Silvia Miranda


anderson

Médico pediatra, Anderson Almeida Rocha lembra que a dengue começa com sintomas muito comuns de doenças virais. Por isso, muitas vezes a doença é descoberta quando não há mais como prevenir os sintomas mais graves. “Com isso há uma internação hospitalar que poderia ter sido evitada no começo. Então, esse é um evento que vai trazer uma grande parcela de contribuição para o controle do mosquito nos municípios”, enfatiza.
Silvia Miranda


carmelinda

Planejamento
A médica Carmelinda Lobato garante que a Superintendência tem programado outras ações para o combate dessa possível epidemia. O retorno da Força-Tarefa aos municípios da região, para realizar o trabalho de limpeza e combate aos focos do mosquito, é uma das ações previstas. Reuniões com os prefeitos eleitos foram realizadas e a SRS pretende, ainda, orientar os futuros secretários municipais de Saúde para a preparação de novas equipes de trabalho.
“Vamos iniciar um novo ciclo de capacitação em todos os hospitais da região, para todos os médicos e enfermeiros que não puderam estar aqui hoje e aqueles que serão contratados para as novas gestões dos futuros prefeitos”, complementou.
Atendimentos
Os profissionais receberam orientações com relação aos atendimentos de enfermagem, onde esses pacientes devem ser atendidos, quais os exames a serem feitos e como esses pacientes devem ser tratados. A Superintendência recomenda que todo paciente com sintomas de dengue: febre, dor no corpo e dor de cabeça deve procurar a unidade básica de saúde mais próxima de sua casa, para receber atendimento médico. Nos fins de semana ou feriados, quando as unidades estão fechadas, a população deve ir a uma unidade de Pronto Atendimento.
Infestação atinge 34 cidades da jurisdição
O coordenador de Vigilância em Saúde da Superintendência Regional de Saúde de Coronel Fabriciano, Fabiano Stracieri, relata que 34 dos 35 municípios da jurisdição do órgão está infestado com focos do mosquito Aedes aegypti. O coordenador acredita que o número de casos da doença para o próximo ano será maior do que em 2012. “Até porque estaremos em mudança de prefeitos e equipes. Isso pode comprometer um pouco o serviço de controle”, alerta.
De acordo com informações do coordenador, em 2011 foram 6.200 casos de dengue registrados na jurisdição, mas neste ano foram notificados 4.970 casos, uma redução de 40% em relação ao ano anterior.
Para os casos de Dengue Hemorrágica, a superintendência tem registro de 32 dois casos em 2011, e 14 nesse ano. “Então, houve uma redução e a conduta em relação a esses pacientes melhorou muito na região. Daqui pra frente, queremos a intensificação das ações na sociedade, porque mais de 80% dos focos estão dentro das residências”, ressalta.
 
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