12 de dezembro, de 2012 | 00:00

Mel do Vale para a Alemanha

Aapivale concluiu hoje carga que soma 200 toneladas de mel exportadas neste ano

IPATINGA – A Associação dos Apicultores dos Vale do Aço (Aapivale), embarca, hoje, um carregamento com 20 toneladas de mel puro para a Alemanha. Este será o quinto carregamento do ano para aquele país, que, somado a outros embarques para os Estados Unidos, somam 200 toneladas de mel exportados pela entidade em 2012. Desde sua fundação, em 1998, a Casa do Mel, mantida em regime cooperativo pela Aapivale, já exportou 2.355 toneladas do produto. Embora Estados Unidos e Alemanha sejam os principais importadores, outros estados brasileiros e outros países também já compraram o mel produzido no Vale do Aço.
O embarque do carregamento desta quarta-feira coincide com a primeira semana de posse da nova diretoria da Aapivale, que voltou com o apicultor Juranir Onofre para a presidência. Ele foi o primeiro presidente da entidade e cumpriu um segundo mandato. Afastou-se da diretoria por dez anos e retorna agora, com a proposta de fazer avançar a associação.
No embarque para a exportação, o trabalho é acompanhado por um fiscal do Ministério da Agricultura e Pecuária e Abastecimento (Mapa), que lacra os tambores. O lacre só é retirado no local de destino da carga. “O trabalho também é acompanhado por um veterinário que mantemos na Aapivale, para assessoria técnica”, informa o presidente.
Divulgação


Cecília, Josina e Juranir.JPG

Ao tomar posse no fim de semana passado, Juranir Onofre enfatizou que uma das propostas é garantir a chegada, ao mercado local, do mel fracionado (vendido em frascos) pela Aapivale. A marca Mel Doce Vale já concluiu várias etapas e possui até o Selo de Inspeção Federal (SIF), que permite à entidade comercializá-lo em qualquer parte do território nacional. Falta, agora, a aprovação do rótulo, com as informações técnicas padronizadas.
Empregos
A apicultura, além de uma atividade rentável, é também uma geradora de ocupação. A média é de cinco postos de trabalho por cada associado. A maioria dos apicultores trabalha em regime familiar. “Também sonhamos com a possibilidade de introduzir o mel que produzimos no cardápio da merenda escolar. Aproveitamos para tratar deste assunto com a prefeita eleita, Cecília Ferramenta (PT), que nos prestigiou na posse”, concluiu Juranir.
Destino
O mel produzido no Vale do Aço por 60 apicultores associados é concentrado na Casa do Mel, no bairro Forquilha, onde existe o maquinário para o beneficiamento. O homogeneizador da casa tem capacidade para processar 14 toneladas de mel por carga. Tanto os compradores alemães quanto os de outros estados brasileiros têm um único objetivo: agregar valor ao produto e revender de forma fracionada. “Sabemos que aumentam em muitas vezes o valor do grama do produto. De fato, estamos perdendo tempo e muito dinheiro por não fazer o mesmo aqui na origem”, reconhece Juranir.
O trunfo do trabalho atualmente é o mel orgânico, produto com maior valor agregado que a Aapivale quer colocar no mercado interno. Classifica-se como mel orgânico, explica Juranir, o mel que atende a uma série de requisitos, que vão desde a madeira utilizada para fabricar os caixotes de abelhas, arame das colmeias, cera e o processamento especial. “O mel orgânico tem preço até 30% maior em relação ao mel comum. Já temos o produto e falta colocá-lo no mercado”, explicou.
 
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