16 de dezembro, de 2012 | 00:00

Ipatinga contraria pesquisa e mantém movimento forte em salões e academias

Segundo dados da CNI, brasileiro tem evitado gastos com alguns segmentos econômicos

IPATINGA – As informações divulgadas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Ibope na semana que passou apontam tendência dos brasileiros de cortar gastos em setores como práticas esportivas e beleza. Contrariando tais dados, empreendedores ipatinguenses seguem com perspectiva de crescimento e comemoram o ano de 2012, que foi bom para segmentos como academias e salões de beleza.
Em tempos difíceis para setores como a indústria, principal fonte de emprego na região, Cláudia Roberta Alves, proprietária de um salão de beleza, não tem do que se queixar. Em dias de grande movimento, a cabeleireira não tem hora pra fechar o estabelecimento. “As escovas progressivas e as selagens são alguns dos tratamentos que têm mais procura e dominam os horários. Certa vez começamos a trabalhar às 7h e fechamos 23h, isso numa sexta-feira. Hoje atendemos de terça a sábado, mas existe demanda para o domingo e feriado tranquilamente”, relata.
Segundo Cláudia, em 13 anos de atividade, 2011 foi um dos piores. Segundo ela, as demissões da Usiminas afetaram, também, o ramo da beleza. Para a microempresária, 2012 foi um ano “ótimo”, com horários apertados e agenda cheia. “A mulher não quer deixar de ficar bonita, independentemente do momento financeiro. É claro que a falta de pagamento das creches, por exemplo, fez com que algumas clientes reduzissem a vinda ao salão, mas não posso reclamar. Estimo um crescimento de 40% no movimento de agora em diante, aliás, o crescimento já começou”, comemora.
Bruna Lage


salão

Renda
A proprietária de um instituto de beleza, Junia Souza, se mostra confiante para os próximos dias, e não vê queda no movimento, mesmo com as informações da pesquisa d CNI e Ibope. “Muito pelo contrário, chego no salão pela manhã e não tenho horário de sair. O movimento é bom, graças à Deus e a tendência é que a mulherada venha cada vez mais, com a proximidade do Natal”, lembrou.
De acordo com a pesquisa CNI/Ibope, com o orçamento comprometido, muitos pretendem reduzir os gastos. Nas despesas com serviços, os primeiros a serem eliminados são os gastos com lazer, viagens e hobbies, como as academias para a prática esportiva. Mais de 18% da população reduziu as despesas com esses serviços nos últimos três anos. No caso de saúde e cuidados pessoais o corte foi de 10%. No entanto, 78% dos brasileiros que não têm um plano de saúde não pretendem contratar um nos próximos meses.
Sobre a condição financeira, o trabalho da CNI/Ibope apurou que, de forma geral, a renda familiar cresceu nos últimos 12 meses, ainda que tenha se mantido constante para 59% da população. Fatia de 44% dos consultados afirmou acreditar na época da realização das entrevistas, que 2012 seria melhor que o ano passado.
Ampliação
Se de modo geral academias fazem parte dos itens cortados dentro do orçamento, o proprietário da Space Academia, Régis Gonçalves de Castro, explica que o momento é positivo, ao contrário do que aponta a pesquisa. “Cada vez mais as academias se tornaram um local para se cuidar da saúde, não somente da estética, uma vez que o bem estar trazido pela atividade física alivia o estresse e ajuda na qualidade de vida das pessoas. Acredito que elas cortam de sua lista de prioridades aquilo que é supérfluo, o que não inclui a academia”, pontua.
O empresário acrescenta que, em dois anos de atividades, a academia ultrapassou 500 alunos e segue em processo de ampliação já no mês de janeiro, mês em que estima crescimento de 20% no movimento. “Pelo que tenho observado a tendência é melhorar, só em dezembro tivemos 10% a mais nessa movimentação, o que nos deixa otimistas”, avaliou.
Para o proprietário da Tempo Livre Academia, Altair José de Souza, o movimento de 2012 foi positivo, sendo, inclusive, um dos melhores dos últimos anos. “Costumo dizer que quando a pessoa vai ao médico, muito antes de indicar remédios, ele indica a prática esportiva. A academia é o espaço onde as pessoas buscam saúde e isso faz com que o movimento permaneça, mesmo diante de momentos financeiros não tão bons”, avaliou.
A pesquisa CNI/Ibope foi feita com 2.002 pessoas em 141 municípios brasileiros. As entrevistas s foram feitas entre 16 e 19 de junho deste ano.
 
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