27 de dezembro, de 2012 | 00:00
Gestão de resultados em Timóteo
Sérgio Mendes faz balanço positivo do seu governo e afirma ter feito muito em pouco tempo
TIMÓTEO Em seus últimos dias a frente da Prefeitura de Timóteo, Sérgio Mendes (PSB) afirma que conseguiu acalmar e dar estabilidade ao município depois de 11 trocas de prefeitos. Derrotado nas urnas por 2.144 votos de diferença, o prefeito se considera um vitorioso diante da formação dos grupos de apoio ao adversário. Sérgio Mendes comandou a administração municipal por dois anos e nove meses após ser empossado no lugar de Geraldo Hilário (PDT) por decisão judicial, em março de 2010. Ele alega ter tido pouco tempo para realizar tudo que gostaria. Em entrevista ao DIÁRIO DO AÇO, o prefeito explica os impasses e problemas enfrentados na sua gestão.DIÁRIO DO AÇO - Que obras o senhor destaca como as mais importantes no seu governo?
SÉRGIO MENDES - Consegui fazer algo na cidade que ninguém nunca tinha feito que é a captação de recursos. Tivemos um prejuízo muito grande com a queda de receita, cerca de R$ 20 milhões e eu sabia que precisava buscar recursos junto aos governos, estadual e federal, para ajudar a fazer as obras que a cidade precisava. Nesse tempo, que eu contabilizo como positivo, nós reparamos a pavimentação da cidade; melhoramos a estrutura de alguns postos médicos; reformamos a Unidade de Saúde João Otávio do (bairro) Olaria; conseguimos implantar programas sociais como o Bolsa Cidadania e melhoramos o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) que, hoje é um dos melhores de Minas Gerais. Naturalmente ainda tinha muita coisa por ser feita. Estou deixando aqui cerca de R$ 50 milhões em obras para ocorrer na cidade e nós temos cerca de R$ 20 milhões em execução e quase R$ 30 milhões em recursos já cadastrados. A cidade de Timóteo tinha pouquíssimos recursos e hoje, nós abrimos esse leque e além de avançar em algumas obras nós estamos deixando um caixa muito melhor na questão de recursos.
DA - Mas muitas obras foram anunciadas e não executadas, como elas ficarão?
SÉRGIO MENDES - A instalação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) está confirmada para 2013, com a garantia da Copasa. Estamos deixando recursos em caixa para o asfaltamento de ruas, no Santa Rita e outros bairros com R$ 2 milhões assegurados para esse asfalto. Existe um projeto pronto para a construção do Fundo de Vale”, uma área de lazer e avenidas sanitárias no Centro Norte que seria apresentado em novembro, mas com o resultado da eleição, isso não foi possível. Deixamos também um projeto pronto e protocolado na diretoria do Dnit para a construção de uma alça na BR-381, perto do bairro Santa Terezinha. A proposta é fazer uma parceria com órgão federal, para resolver o acesso clandestino. Mas faltou tempo pra executar tudo isso porque dois anos são muito pouco e nessas últimas semanas eu tive que fechar a administração, negociar com todo mundo, encerrar uma gestão para que comece outra.
DA E a questão das invasões de áreas no município, o que faltou para que a sua administração resolvesse isso?
SÉRGIO MENDES - Timóteo vive desde a sua emancipação esses problemas de invasões e as invasões de Timóteo têm motivação partidária, não por necessidade. Das invasões ocorridas no município, 50% são pessoas vindas de fora, então não é problema social só de Timóteo. Por isso digo que são estimuladas e partidárias. Nós tínhamos um programa social para a realização de um estudo e saber quem realmente precisa de moradia e qual é o déficit habitacional do município. Esse estudo está pronto, só que ele ficou pronto no período das invasões. Nós tínhamos uma expectativa de loteamentos no Coqueiro, Córrego do Caçador (anexo ao bairro João XXIII), e no (distrito) Cachoeira do Vale, e nós ainda temos uma expectativa de construção de moradias na cidade. Estava tudo sendo montado, mas infelizmente ocorreram, mais uma vez, as invasões políticas como no passado. Sempre quando há eleições em Timóteo tem essa crise, isso precisa acabar porque prejudica a cidade. A próxima gestão precisa de uma política habitacional intensa para acabar com as invasões.
DA - Sobre as eleições municipais, o senhor atribui o resultado o que, exatamente?
SÉRGIO MENDES - Tentamos ganhar a eleição com o mesmo grupo, do outro lado nós tivemos a militância do PT, a militância do PMDB, o apoio do grupo do Geraldo Hilário, que não caminhava conosco, e ainda o grupo dos ex-prefeitos Geraldo Ribeiro, Anchieta Poggiali e a renúncia do Geraldo Nascimento somando mais um grupo de apoio ao candidato adversário. Então, na hora de fracionar o voto de cada um, eu atribuo que nós saímos vitoriosos, pois, eu tive 21.501, foi muita coisa. Eles tiveram pouco mais de 23 mil votos, somando todas essas forças políticas de Timóteo que, ficaram contra nós. E eu tive aqui uma crise financeira, na máquina pública, que desencadeou duas greves, e não porque eu não queria dar aumento, mas a administração não tinha e não havia condições de fazer um agrado da forma que o servidor merecia. Mesmo assim foi concedido um aumento de cerca de 20% no período que eu fiquei no governo. Houve as invasões, arquitetadas por grupos políticos e nós perdemos a eleição por tática de guerrilha, uma usina de boatos instalada na cidade. E quando o Geraldo Nascimento retirou a candidatura, ele praticamente definiu as eleições porque, se ele fosse candidato até o fim, nós seríamos reeleitos.
DA - A partir de agora qual será o seu futuro político, o senhor já pensa em iniciar uma pré-campanha para deputado ou voltar à disputa municipal daqui a quatro anos?
SÉRGIO MENDES - Não tomarei nenhuma decisão sem antes conversar com o PSB. Eu recebi dois convites, um, para fazer parte do governo Márcio Lacerda, em Belo Horizonte, e outro para integrar o governo do Anastasia. Temos aqui nossos companheiros da região que vão decidir conosco, seja os nossos deputados, Alexandre Silveira, Celinho do Sinttrocel, Luiz Carlos Miranda, eu quero discutir com cada um o futuro do Vale do Aço. No mês de janeiro eu devo decidir se eu vou para o governo do Estado ou para a Prefeitura de Belo Horizonte, mas continuarei morando em Timóteo com a minha família, em minha casa, é aqui que eu vivo e aqui que eu quero ficar.
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