27 de dezembro, de 2012 | 00:10
Casal comemora sucesso em processo de adoção
O período de adaptação do bebê junto a nova família foi o mais doloroso
IPATINGA - Na casa de Alessandro Fernandes e Roseli Vaz Oliveira, no bairro Bom Jardim, a atenção do casal, tios e avós está toda voltada ao pequeno Isaac, de oito meses. Na semana anterior, a Vara da Infância e Juventude de Ipatinga concedeu ao casal a guarda provisória da criança que sonhava ter após insucessos em tentativas de gravidez em 11 anos de casamento.Alessandro e Roseli são personagens do processo que definem como a oportunidade de dar a uma criança o direito da proteção e convívio em uma família substituta. O processo, embora burocrático, é considerado fundamental para garantir o convívio saudável às crianças que, em muitos casos, são vítimas do abandono.
O casal conta que, desde o primeiro ano de casamento, ter um filho sempre foi o maior desejo dos dois. Contudo, por meio dos métodos naturais, mesmo após tratamentos, não foi possível ter um filho biológico. "Seria possível talvez por meio da tecnologia ou inseminação. Mas decidimos que o melhor seria adotar, com tanta criança aí sofrendo no mundo", lembra Alessandro.
Há 2 anos e 7 meses, como lembra com exatidão a balconista Roseli Vaz, o casal se cadastrou na lista de adoção no município. Em setembro passado, veio a ligação para que eles conhecessem a criança. "A ansiedade era maior a cada dia. Quase desisti, mas a vontade de ser mãe era maior. E, foi amor a primeira vista", afirma com satisfação a nova mãe.
O período de adaptação do bebê à família foi o mais doloroso para o casal. "Nos últimos dois meses só podíamos trazê-lo para os fins de semana ou feriado e levá-lo de volta ao abrigo na segunda-feira era algo que sempre fazíamos chorando", conta o pai.
Passar o Natal com Isaac foi algo que a família diz não saber descrever. Católicos, Alessandro e Roseli já escolhem os padrinhos da criança e preparam com antecedência a festa de aniversário do filho adotivo em março de 2013. "Um filho só soma à felicidade de um casal. É algo de Deus. Talvez nem se tivéssemos um filho biológico ele seria tão perfeito quanto é o Isaac", ressaltou Alessandro.
Procedimentos
Escrivã da Vara da Infância e Juventude de Ipatinga, Ana Maria Russo de Oliveira explica que o primeiro passo para a adoção de uma criança ou adolescente é procurar o setor psicossocial do Fórum do município, para que sejam orientados sobre os procedimentos de habilitação para adoção e o cadastro do interessado seja feito. A partir dessa etapa, documentos, entrevistas e avaliação psicológica fazem parte da avaliação de aptidão do adotante.
Um processo irá tramitar na Justiça e o juiz de Direito irá julgar se o adotante está apto ou não a oferecer um convívio familiar sadio à criança. O tempo de espera para uma adoção é bastante variável e está diretamente relacionado ao perfil da criança desejada pelo interessado.
Conforme a legislação que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, para adotar uma criança, pessoas independentemente do estado civil podem se candidatar. É preciso ter mais de 18 anos e que a diferença mínima entre a idade do adotante e da criança seja de 16 anos. Na hora da seleção da criança, os dados de interesse dos pais como idade ou sexo são cruzados no banco de adoção e o único critério de seleção dos pais é a ordem de inscrição no Cadastro Nacional de Adoção.
Ana Maria entende que a burocracia judicial para a adoção de uma criança ou adolescente é um método importante. "É algo necessário por se tratar de uma vida. É preciso cuidado com as emoções e a saúde como um todo da criança", opina.
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