03 de janeiro, de 2013 | 00:00

Investimentos de R$ 231 mi para Ipatinga e Fabriciano

Municípios registram queda em expectativa de aplicações financeiras do setor privado, mas tendência de crescimento permanece otimista

DA REDAÇÃO - Dados da pesquisa Perspectiva de Investimento, elaborada trimestralmente pela Unidade de Inteligência Empresarial (Uine) do Sebrae-MG, apontam que a economia do Leste mineiro deve receber investimentos que superam os R$ 3 bilhões nos próximos 24 meses. Ipatinga e Coronel Fabriciano estão entre os municípios com maior previsão de investimentos na região e, juntos, somam elevação nos aportes privados de R$ 231,9 milhões.
Embora o levantamento aponte para uma queda nos investimentos previstos para a região, ante aos extratos publicados anteriormente, de janeiro a dezembro de 2012, contudo, a economia dos Vales do Aço e Rio Doce apresentou tendência favorável de recuperação e crescimento econômico para os próximos dois anos. A mineração e a siderurgia continuam a liderar o mercado, porém, o fortalecimento de outras atividades permanece intensa.
Redução
O estudo do Sebrae-MG estratifica redução no volume de investimentos locais previstos em quatro edições realizadas junto ao setor privado no ano que se encerrou. No primeiro trimestre de 2012, Ipatinga registrou expectativa de crescimento do setor de R$ 9,8 milhões - números modestos que colocavam o município na última posição dos que registravam previsão de investimentos para os 24 meses que sucediam a pesquisa no Leste mineiro. O segundo trimestre foi mais otimista - R$ 191,8 milhões. O terceiro, por sua vez, caiu para R$ 163,2 milhões. Por fim, o 4º Boletim Trimestral de Investimentos fechou o último ano com a previsão de R$ 134,1 milhões de injeção à economia local.
Em Coronel Fabriciano os números se mantiveram estáveis, mas registraram queda nos últimos três meses. O indicador no município registrou expectativas de investimentos de R$ 116,7 milhões no primeiro trimestre do ano passado, manteve o valor no segundo período da pesquisa e subiu para R$ 117,3 milhões no terceiro trimestre. No último levantamento o município figura o estudo com aportes que deverão ser elevados para R$ 97,8 milhões nos próximos dois anos.
Divulgação Vale


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Crise
Os dados apontam para um cenário de atenção, pois a crise europeia tende a trazer atrasos, prolongamento de prazo e até cancelamento de projetos em setores cuja dependência da economia global é mais acentuada. Este efeito tende a desacelerar um pouco os valores a serem aplicados nos próximos trimestres deste ano, diz a Perspectiva de Investimentos em Minas.
Segundo o estudo, o capital produtivo do leste mineiro é liderado pela atividade de mineração. O setor de metalurgia que há muito ocupava a segunda colocação na regional, caiu para a terceira posição, perdendo o posto para a atividade energética, que reflete o potencial hidrelétrico que se desenvolve no Vale do Rio Doce.
Já o quarto e quinto lugares no segmento econômico de maior participação no mercado local são ocupados pelo setor de shoppings e construção, respectivamente. O mercado de centro de compras, conforme a pesquisa, tem alterado a dinâmica e as características da economia do interior mineiro, assim como a estruturação de grandes condomínios residenciais e industriais.
Metodologia
Elaborada pelo Sebrae-MG, a pesquisa tem como base as informações divulgadas pela imprensa e os protocolos de intenções assinados com o Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (INDI). O resultado consolida informações já divulgadas de forma pulverizada pela imprensa, pelas entidades de classe, pelo poder público e pelas próprias organizações.
Cenário favorável a investimentos
Em avaliação à pesquisa Perspectiva de Investimento, o gerente da regional Rio Doce do Sebrae, com sede em Ipatinga, Fabrício César Fernandes, endossa que o cenário da Região do Vale do Aço é favorável ao aumento de investimentos do setor privado em 2013. O dirigente destaca que, por exemplo, o varejo de Ipatinga deverá ser impulsionado pela ampliação do Shopping do Vale do Aço, além da implantação do Estado do Programa de Agregação de Valor ao Produto Mineiro (ProValor) pelo governo do estado. "O perfil econômico do Vale do Aço tem se transformado e há estímulos à diversidade dessa economia na região", pontuou Fabrício.
O programa do Estado, de parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem como objetivo o fomento à geração de empregos de qualidade, a intensificação do conteúdo tecnológico das empresas, o aumento da participação das empresas envolvidas no mercado, com o consequente aumento da arrecadação, por meio da ampliação de base tributária e do maior valor do produto industrial mineiro.
O projeto foi implantado no polo metalomecânico do Vale do Aço, e a Escola de Engenharia da UFMG faz um diagnóstico do segmento que é um dos principais setores da indústria de transformação de Minas Gerais. A escolha do Vale do Aço para abrigar o projeto levou em consideração o momento pelo qual passa a economia da região, que deixou de ser dependente do desempenho de uma única empresa ou produto.
 
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