03 de janeiro, de 2013 | 12:54
Bugio se recupera na Usipa
Primata foi encontrado em circunstâncias não esclarecidas no centro da cidade
IPATINGA Encontrado no Centro da cidade no fim da tarde de ontem, em circunstâncias ainda não esclarecidas e com suspeita de ter levado descarga na rede elétrica ao tentar fugir em árvores, um macaco macho da espécie Alouatta guariba clamitans (também conhecido como bugio, guariba ou barbado) já está sob cuidados do Zoológico do Centro de Biodiversidade da Usipa e passa bem, segundo nota divulgada pela associação.O macaco foi encontrado na avenida Maria Jorge Selim de Sales, entre um hipermercado e o Fórum Valéria Vieira Alves. Houve um corre-corre entre pessoas que viram o macaco, que foi contido dentro de um carrinho de supermercado, até que homens do Corpo de Bombeiros chegasse e o removesse para a Usipa.
Segundo a nota técnica da Usipa, o primata foi anestesiado e medicado. Teve queimaduras em algumas partes do corpo e apresenta hematomas, além de um ferimento na mão.
O bugio é o segundo maior primata da América Latina, tem entre 30 e 70 centímetros de altura. Só perde para o Mono Carvoeiro, o Muriqui, que geralmente é maior.
O médico veterinário Lélio Costa e Silva, responsável Técnico e Supervisor do Centro de Biodiversidade da Usipa, esclarece que, há indícios de o primata encontrado solto em Ipatinga seja de um cativeiro, apesar da existência da espécie no Vale do Aço.
Há quatro anos recebemos uma fêmea nas mesmas condições. Tinha sofrido eletrocução. São animais que nadam com facilidade podendo atravessar rios. Permanecerá em recuperação e a destinação será feita a cargo do Ibama. A quarentena mínima para primatas é de 60 dias. Neste momento, o que o animal mais precisa é de privacidade. Permanece em área isolada no quarentenário”, informa o veterinário Lélio Costa e Silva.
O macaco encontrado em Ipatinga é uma espécie arborícola e vegetariana. Segundo o veterinário Lélio Costa, este tipo de primata corre alto risco de extinção em médio prazo.
No caso da subespécie Alouatta guariba clamitans, ela habita a Mata Atlântica, desde o sul da Bahia até o Rio Grande do Sul, chegando ao norte da Argentina, na região de Missiones (subespécie Alouatta guariba clamitans).
A nota da Usipa acrescenta que o zoológico encontra-se temporariamente em reformas e fechado a visitação.
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