15 de janeiro, de 2013 | 00:00

Confirmação de meningite em Fabriciano

Secretaria de Saúde afirma que o caso é isolado e não há motivos para preocupação

FABRICIANO – A meningite vitimou uma jovem de 17 anos, moradora de Coronel Fabriciano. O caso ocorreu há cerca de duas semanas e foi confirmado por meio de resultados de exames enviados à Fundação Nacional Ezequiel Dias (Funed). Conforme e Secretaria Municipal de Saúde, não há motivos para preocupação, por se tratar de um caso isolado da doença.
A meningite é uma inflamação na membrana que recobre o sistema nervoso. Ela causa sequelas como surdez, cicatrizes permanentes, amputações e lesões cerebrais com letalidade superior a 30% em crianças menores de cinco anos. Pode ser causada por diferentes agentes: bactéria, vírus e fungos.
As bacterianas constituem grave problema de saúde pública pela alta mortalidade. Atinge notadamente crianças e adolescentes. A transmissão ocorre pela tosse, espirro ou por meio de gotículas eliminadas pelo trato respiratório. Embora seja mais comum durante os meses de inverno e no inicio da primavera, casos da doença podem ser registrados durante todos os períodos do ano.
Conforme explicação da coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, Jesuína Maria Mendes, em todos os casos de meningite notificados, o material laboratorial é encaminhado à Funed em Belo Horizonte, para identificar o agente causador da doença. “Normalmente, a gente procura nesses exames, identificar bactérias capazes de causar formas muito graves de meningite ou com potencial muito grande, para desenvolver surtos e epidemias”, explicou.
A partir dos resultados é que a Secretaria determina as medidas necessárias para cercar a doença e evitar um possível surto ou epidemia da Meningite. “Nesse caso específico não há motivos para preocupação, ele é tratado, então, como um caso isolado. E não será preciso nenhuma vacinação de bloqueio, nenhuma medicação de contato a fazer, por causa da baixa capacidade do agente causador em vir a causar uma epidemia”, reafirma Jesuína Maria.
Tratamento
Ao serem detectados os sintomas da doença, a pessoa deve ser encaminhada ao hospital e todo o tratamento e acompanhamento serão de responsabilidade da unidade. Quando é constatado algum agente causador grave, é feito um levantamento dos contatos íntimos e domiciliares da vítima para fazer a medicação de toda a família.
Segundo a coordenadora, o município registra em média de 8 a 10 casos de meningite por ano, sendo a maioria dos casos viral e não bacteriana. Jesuína relata, ainda, que os casos mais comuns eram registrados em crianças, mas com a disponibilização da vacina houve um deslocamento para jovens e adultos. “A vacina está disponível nas Unidades de Saúde e a nossa preocupação é manter uma cobertura vacinal acima de 95%, que é o mínimo necessário para fazer a contenção”, concluiu a coordenadora.
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