02 de fevereiro, de 2013 | 00:00

Travessia de estudantes longe de um desfecho

Em nota, Dnit informou que avalia a instalação de um redutor de velocidade no trecho

IPATINGA - Com a transferência do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) para a área do escritório central da Usiminas, na BR-381, centenas de estudantes passaram a enfrentar, diariamente, riscos na travessia da via para o acesso ao ponto de ônibus. O cenário preocupante recebeu um paliativo há dois meses, graças à Polícia Militar Rodoviária que, nos horários de início e fim das aulas, envia seus agentes para auxiliar na travessia.
A intervenção, que deveria ser provisória, continua à espera de uma solução. E alguns motoristas ainda desrespeitam as barreiras improvisadas com a instalação de cones. O trecho da rodovia em área urbana do município demanda a instalação de um mecanismo para dar segurança aos estudantes.
Autonomia
Responsável pela unidade de ensino, a regional Vale do Aço da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), lembrou que a ação paliativa foi solicitada às autoridades de trânsito locais, pois não possui autonomia para intervenções urbanas na área. "Ficamos de pés e mãos atadas. A entidade privada, infelizmente, não pode interferir", disse a assessoria de Comunicação da Fiemg.
Contrato
Já a Prefeitura de Ipatinga, por meio de sua assessoria de Comunicação, resumiu que a administração municipal desenvolve projetos que visam reorganizar a prestação dos serviços públicos à comunidade. No entanto, em relação às vias de acesso ao escritório central da Usiminas, a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma), afirma que o referido trecho da BR-381 é de competência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), embora se trate de uma via municipal.
Em abril de 2005, conforme destaca o comunicado da PMI, o contrato da administração do município com o Dnit se encerrou e não foi providenciada a sua renovação, retornando a responsabilidade do trecho ao órgão federal. “Entraremos em contato com o Dnit para verificar se existem projetos que poderão amenizar os riscos da travessia e de que forma a PMI poderá intervir, estudando a melhor forma de solucionar o problema”, argumentou o titular da Sesuma, Francisco Lima.
Impossível
Por sua vez, o Dnit afirmou que tomou conhecimento do assunto somente por meio de um ofício enviado pela PMI no fim de 2012. "Questionamos o Senai se houve algum estudo prévio em relação à mudança para a utilização das instalações da Usiminas, pois se trata de um fluxo de 1.000 alunos e, era de conhecimento que os estudantes teriam que atravessar a BR-381 de forma concentrada. O Dnit não foi consultado previamente e nem solicitado a promover alguma intervenção em caráter emergencial. Simplesmente iniciaram uma atividade dessa magnitude para depois cobrar do Dnit intervenções em prazos recordes, o que é praticamente impossível", disse a assessoria de Comunicação do departamento, por e-mail.
O Dnit respaldou, ainda, a informação de que verifica a possibilidade de instalar um redutor eletrônico de velocidade no local.
 
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