06 de fevereiro, de 2013 | 00:00

Hora de apertar o cinto

Reunião entre vereadores e equipe técnica discute “momento difícil” do Legislativo ipatinguense

IPATINGA - Vereadores e membros da equipe técnica da Câmara de Ipatinga se reuniram com o objetivo de estudar o orçamento do Legislativo para 2013, a fim de definir as medidas para adequação à situação financeira da Casa. Segundo o presidente do Legislativo, Werley Glicério Furbino de Araújo, o Ley do Trânsito (PSD), a iniciativa foi adotada para os colegas tomarem conhecimento “do momento difícil que estamos vivendo e ao qual teremos que nos adequar, imediatamente”.
De acordo com a gerente de contabilidade, Mônica Jacob, o orçamento da Câmara de Ipatinga para o exercício financeiro de 2013 foi elaborado em meados de julho de 2012, e a essa altura não se conhecia a efetiva arrecadação do município de julho a dezembro do mesmo ano. Por isso mesmo, não se pôde estabelecer o valor real do repasse mensal que a Câmara receberia em 2013. A estimativa das despesas da Casa foi feita, portanto, com base nos valores da receita apurada até junho de 2012.
 
Segundo a contadora, as despesas foram fixadas em R$ 23.694.420,00 na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2013. Porém, a Secretaria Municipal de Fazenda publicou, em janeiro deste ano, o relatório resumido da execução orçamentária do último bimestre com os valores da receita efetivamente arrecadada em 2012, revelando uma queda de arrecadação incompatível com as estimativas que nortearam as previsões de despesas do Legislativo para 2013.
 
De acordo com Mônica Jacob, no exercício de 2012, a CMI executou despesas no valor de R$ 21.485.016,24 com uma estrutura necessária para suprir as demandas administrativas e parlamentares de 13 gabinetes. “Se tivéssemos que atender, em 2013, o mesmo de número de parlamentares de 2012, já teríamos dificuldades financeiras para pagar todas as despesas, pois a maioria dos custos já terá um aumento normal imposto pelos reflexos da economia do país. Mas precisamos considerar que trabalhamos hoje com um acréscimo real de cerca de 46% nestas despesas, em função do aumento do número de vereadores, de 13 para 19. Portanto, temos que levar em conta que, além de uma defasagem de R$ 367.615,20 no orçamento deste ano precisamos ainda considerar o percentual de acréscimo nas despesas na mesma proporção do aumento do número de vereadores”, destacou.
 
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