14 de fevereiro, de 2013 | 00:00

Aumento no preço do pescado chega a 12%

Produção é inferior em relação ao ano passado, afirma proprietário de peixaria

IPATINGA – Com o início da Quaresma nessa Quarta-feira de Cinzas (13), o movimento nas peixarias e supermercados aumentou em busca de peixes e ovos. O costume que algumas pessoas cultivam de não comer carne vermelha eleva a venda das opções listadas acima. Entretanto, estima-se que, em relação ao ano passado, o preço de alguns tipos de peixe estejam cerca de 12% mais caros, conforme explica o proprietário de uma peixaria do Centro de Ipatinga.
Devido à época do ano, o custo do quilo do pescado deverá ficar alto até o fim da Quaresma. A explicação para o aumento seria a de que o valor da produção registra uma inflação entre novembro e início de verão, quando existe uma compra mais expressiva desse produto. O preço deve ter queda no inverno, quando a demanda cai e a oferta aumenta. 
 
Para Sônia Maria Lima, moradora do bairro Bethânia, o costume fala mais alto e o consumo da carne vermelha dá lugar aos pescados. “Minha família prefere o peixe nessa época. Somos católicos e fazemos esse propósito, pois gostamos muito de carne e abrimos mão na Quaresma”, resume.
 
Já a consumidora Janice Silva, moradora do bairro Bethânia, pondera que alguns estabelecimentos se aproveitam da tradição para elevar o preço do produto. “Nesse período, eles parecem aproveitar para aumentar o preço. Lá em casa meus filhos e eu temos costume de não comer carne vermelha na Quaresma, o que acaba pesando um pouco, mas é por uma boa causa. Consumimos também frango e ovos, o que de certa forma ameniza um pouco o impacto no bolso. Mas não abrimos mão do costume”, reiterou.
 
Apesar do costume de muitos, há quem siga normalmente com o cardápio na Quaresma, como no caso de José Gonçalves, morador do Bom Jardim. Ele relata que não frequenta nenhuma igreja, e tampouco mudar seu cardápio por causa da época. “Respeito quem faz, mas não vejo porque deixar de comer algo, não vejo isso como falta de respeito. Na verdade, acredito que a tradição vai muito pelo costume, nunca tive alguém na família que fizesse jejum ou algo assim”, ponderou.

Bruna Lage


Fernando
Preço
Nessa quarta-feira, no balcão de frios de um supermercado do bairro Iguaçu, em porções de 800 gramas, a piramutaba custava R$ 10,90; o curumatã a R$ 12,90; a sardinha R$ 7,49. Uma porção de 300 gramas do bacalhau dessalgado e desfiado saia a R$ 9,90. Já o frango variava entre R$ 4,59 e R$ 5,59 o quilo.
 
Conforme o proprietário da peixaria Universo, no Centro, Fernando Oliveira Silva, o quilo do pescado teve aumento de cerca de 12%, sendo que a oferta está muito inferior em relação ao ano passado. Ele explica que peixes mais populares como cascudo, traíra e sardinha também encareceram por causa do fechamento da pesca no momento. O filé de merluza também encareceu, a média de preço é de R$ 12 a R$ 13, além da sardinha que sai a R$ 7 o quilo.
 
Conforme Fernando, o que influencia o preço é a lei da oferta e da demanda. Assim, se existe pouco produto, o preço aumenta. Tradicional nas mesas durante a Quaresma, outro pescado que poderá ficar mais caro é o bacalhau. As vendas aumentam próximo da Sexta-Feira Santa e o preço também oscila.
 
Além da tilápia e merluza, os pescados mais vendidos nesta época do ano são pacu, piramutaba e traíra. O proprietário da peixaria observa que os peixes vendidos em seu estabelecimento não são comprados na região, embora exista criação de tilápia por aqui. Os peixes vendidos por Fernando são originários de Santa Catarina, Macaé (RJ), Belém do Pará e Espírito Santo.
 
Cascudo, traíra, tilápia e cação foram os mais procurados no primeiro dia da Quaresma, procura geralmente determinada em sintonia com a intenção de preparo do peixe. “O salmão varia de R$ 16 o quilo até R$ 35, dependendo do tamanho, da qualidade e da região de onde vem. Se a pessoa quiser preparar o peixe frito, aconselho uma traíra ou um cascudo. Agora, se for fazer moqueca, são aqueles com pouco espinho, como piratinga rosada. Já o surubim é bom, mas tem um preço mais elevado, custando R$ 22 o quilo, caro se comparado aos outros”, pontuou Fernando Oliveira Silva.
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