17 de fevereiro, de 2013 | 00:00
Renúncia do Papa abre espaço para reflexões e especulações
Fiéis falam sobre o futuro Igreja Católica diante da escolha de um novo líder religioso
IPATINGA Ainda repercute a renúncia do Papa Bento XVI, como líder máximo da Igreja Católica Apostólica Romana. No Vale do Aço, líderes religiosos e fiéis também expressaram indagações e preocupações sobre o futuro da Igreja Católica. Embora muitos entendam como um gesto de humildade do papa que sai, os religiosos lembram que o novo Pontífice precisará de muita energia e vigor para encarar a missão de conduzir a Igreja tradicionalista em momentos de transformações sociais globais céleres.O alemão Joseph Ratzinger, que ficou conhecido como Papa Bento XVI, foi eleito em 19 de abril de 2005, após a morte do Papa João Paulo II. Assumindo, aos 78 anos, o posto mais alto da Igreja Católica. No dia 11 de fevereiro, aos 85 anos, anunciou em latim a renúncia, no encontro de cardeais no Vaticano.
Sua decisão será oficializada no dia 28 de fevereiro, às 17h (horário de Roma). A partir daí tem início o período de Sé Vacante (tempo que transcorre entre o momento em que um papa morre ou renuncia até a escolha do sucessor). O chamado Conclave de Cardeais” para a escolha do novo Papa deve ocorrer até a Páscoa, conforme previsão do Vaticano.
Para o padre Francisco Guerra, articulista do DIÁRIO DO AÇO, mestrando em Bioética e pároco da Paróquia Cristo Rei, em Ipatinga, é importante observar aquilo que todos os analistas, tanto da Igreja quanto de fora, fazem da renúncia do Papa. Segundo ele, a primeira impressão foi a de surpresa, pois todos entendiam que estava tudo muito tranquilo e normal.
Porém, passadas as primeiras impressões, destaca o padre, vêm os sentimentos de preocupação e a expectativa sobre o substituto, perfil, ideias e pensamentos. Como o Papa colocou no texto de sua renúncia, diante das rápidas mudanças mundiais; de questões de grande relevância que marcam a humanidade atualmente, é preciso um líder religioso que esteja preparado para isso”, argumentou.
Conforme Padre Francisco, os fiéis da paróquia tem indagado sobre as razões da renúncia e o que de fato está acontecendo. A partir do momento em que o tempo vai passando, a gente vai ficando mais sereno, mais tranquilo e recebendo as orientações que são dadas em Roma. Então nós temos que trabalhar em cima daquilo que a igreja nos orienta no momento; rezar e torcer para que a escolha de um Papa possa orientar a igreja com seriedade”, enfatizou.
Mudanças
Com quase 18 anos de sacerdócio, Francisco Guerra acredita que há necessidades de mudança na Igreja Católica, embora algumas bases não devam mudar nunca, como a definição do casamento para homem e mulher. Mas no tempo e na história a Igreja precisa se atualizar e há muitas questões que ela precisa pelo menos, se abrir para o debate e para o diálogo. Isso é necessário”, defende.
Na opinião do pároco, entre as discussões de mudanças necessárias está a questão do casamento de padres, um trabalho mais efetivo para as mulheres na igreja e outras questões de cunho moral. Essas questões todas a Igreja precisa estar aberta pelo menos para debater e dialogar, ela não pode ignorar e fingir que não acontece. Então nós precisamos de pessoas que estejam liderando e que sejam capazes de dialogar com essas outras frentes da sociedade que pensam diferente da igreja”, reiterou.
O DIARIO DO AÇO ouviu alguns católicos em Coronel Fabriciano sobre os impactos que a renúncia do Papa Bento XVI traz.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]















