18 de fevereiro, de 2013 | 18:50

Usiminas fecha 2012 com prejuízo de R$ 531 milhões

Balanço do 4º trimestre mostra desempenho nas vendas e produção e impactos da desvalorização cambial

DA REDAÇÃO - As vendas e a produção da Usiminas cresceram, respectivamente, 16% e 7% em 2012. Os números foram divulgados após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2012, que saíram no fim da tarde de ontem, após o fechamento do pregão na Bolsa de Valores de São Paulo.
Apesar do desempenho nas vendas e produção no ano passado, a empresa registrou prejuízo líquido de R$ 531 milhões. A siderúrgica teve os resultados impactados por maiores despesas financeiras decorrentes da desvalorização do real frente ao dólar. A companhia também anuncia que persiste na estratégia de melhoria da eficiência industrial e controle do caixa.
Líder brasileira no setor de aços planos, a Usiminas registrou em 2012 os maiores patamares de vendas totais, de vendas para o mercado interno e de receita líquida, desde 2008. Embora a Usiminas tenha registrado melhoria na performance comercial e de produção, o Ebitda (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) registrado em 2012 foi de R$ 798 milhões, 37% inferior ao obtido em 2011.
O prejuízo líquido foi de R$ 531 milhões, contra um lucro líquido de R$ 404 milhões em 2011. “Este resultado se deu pelo menor desempenho operacional da companhia, impactado por maiores despesas financeiras decorrentes da desvalorização do real frente ao dólar”, explica material divulgado pela empresa.
 
Conforme os números divulgados pela companhia, em 2012, as vendas totais atingiram 6,9 milhões de toneladas, com crescimento de 16% em relação a 2011. Para o mercado interno, foram vendidas 5,0 milhões de toneladas no ano, aumento de 4% – como referência, em 2012, o consumo aparente de aços planos no Brasil decresceu, no total, 0,3% frente ao ano anterior, de acordo com dados oficiais do Instituto Aço Brasil. Tal performance nas vendas da companhia refletiu-se positivamente na receita líquida, que atingiu R$ 12,7 bilhões no período, aumentando 7% frente a 2011.
 
Já a produção de aço bruto em 2012 somou 7,2 milhões de toneladas, número 7% maior do que em 2011. A Usiminas persiste em sua estratégia de operar suas usinas de forma mais otimizada e competitiva, diante do cenário de desafios pelo qual atravessa a siderurgia brasileira.
 
Entre as ações de destaque em 2012, está a redução dos estoques de aço em 482 mil toneladas, o que contribuiu para reduzir o capital de giro em R$ 2,2 bilhões ao final do ano; aumento da eficiência de equipamentos e processos produtivos, viabilizando, ao longo do ano, recordes históricos de produção mensal nas linhas de laminação a frio, galvanização, lingotamento contínuo e coqueria, na Usina de Ipatinga; desativação de equipamentos de baixa ocupação e produtividade como a Coqueria 1 (Usina de Ipatinga), o Lingotamento Contínuo 1 (Usina de Cubatão), o Lingotamento Contínuo 3 (Usina de Ipatinga), duas plantas de regeneração de ácido clorídrico (Usina de Cubatão), duas linhas de tesouras (Usinas de Ipatinga e Cubatão), entre outros; redução dos custos na produção do gusa, com maior utilização de minério granulado nos altos-fornos em substituição ao uso de pelotas; redução a zero da transferência de placas da Usina de Cubatão para a Usina de Ipatinga, simplificando a logística.
Finanças
Segundo o vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores da Usiminas, Ronald Seckelmann, em que pese os resultados financeiros, a Usiminas manteve a política de preservação do caixa – R$ 4,7 bilhões ao fim de 2012. “Estamos em um cenário de estagnação do mercado siderúrgico. Diante deste contexto, a Usiminas tem priorizado o controle rígido do caixa, dos investimentos e do custo de produção. O aumento da receita líquida e da produção das usinas sinaliza disciplina de gestão, na busca por melhor eficiência industrial e integração aos clientes”, afirma.
Investimentos
Os investimentos, cujo ciclo está em conclusão, somaram R$ 1,65 bilhão em 2012, distribuídos em 60% para atividade de siderurgia, 34% para atividades de mineração e 6% para atividade de transformação de aço e bens de capital. A redução de 34% em relação a 2011 se deve ao fato de a Companhia já se encontrar na fase conclusão de um ciclo de investimentos de mais de R$ 11 bilhões nos últimos cinco anos, com foco em modernização tecnológica e aumento da produção de aços de maior valor agregado.
Entre os projetos concluídos, deste ciclo de investimentos estão, um novo laminador de tiras a quente, uma nova linha de galvanização e a instalação da tecnologia CLC para produção de chapas grossas, entre outros. “Tais investimentos posicionam o portfólio de produtos da Usiminas como o de maior conteúdo tecnológico da América Latina”, informa a empresa.
Mineração
A produção em 2012 totalizou 6,7 milhões de toneladas de minério de ferro, superior em 5% à obtida em 2011. Os investimentos somaram R$ 555 milhões, aplicados principalmente no projeto de ampliação da capacidade produtiva de 7 milhões para 12 milhões de toneladas anuais, com previsão de início para o 2º semestre de 2013.
 
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