20 de fevereiro, de 2013 | 00:00
Jovens expostos à violência
Fabriciano e Ipatinga aparecem entre as onze mais perigosas para os jovens em Minas Gerais
DA REDAÇÃO - Estudo divulgado pelo Ministério da Justiça e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública mapeia os riscos para a juventude brasileira em cidades com mais de 100 mil habitantes. Em Minas, o maior risco está em Teófilo Otoni. Duas cidades do Vale do Aço aparecem na classificação em posição nada confortável entre 29 cidades mineiras com mais de 100 mil habitantes. Coronel Fabriciano é o sexta cidade mineira com maior risco para os jovens e Ipatinga está na 11ª posição estadual.Na outra ponta da realidade deste estudo, Pouso Alegre é a cidade brasileira em que jovens estão menos expostos à violência. Os dados constam do Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência (IVJ-Violência) divulgado, nessa terça-feira, pelo Ministério da Justiça e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A cidade do Sul de Minas Gerais está em último lugar, entre 283 cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes, na mensuração de riscos para a juventude.
Quanto a Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, é a cidade mineira com mais de 100 mil habitantes com o maior IVJ-Violência. No país, ocupa a posição 79. No âmbito nacional, Coronel Fabriciano é a 125ª cidade mais perigosa para os jovens e Ipatinga é a 158ª nesse quesito. Já Belo Horizonte aparece na posição 194, apresentando baixo índice de vulnerabilidade.
O índice considerou as taxas de violência a que as pessoas de 12 a 29 anos de idade estão expostas. Entraram nas variáveis homicídios e mortalidade no trânsito, pobreza, desigualdade socioeconômica, frequência escolar e acesso ao mercado de trabalho. O período selecionado vai de 2007 a 2010 em cidades com mais de 100 mil habitantes.
Piores
Entre as dez cidades com os maiores IVJ-Violência, cinco estão na Bahia: Eunápolis (1º), Porto Seguro (4º), Paulo Afonso (7º), Lauro de Freitas (8º) e Teixeira de Freitas (9º). Os organizadores da pesquisa esperam que os resultados incentivem a garantia de avanços futuros, mecanismos de monitoramento e avaliação da política de segurança pública do estado, assim como de todas as cidades avaliadas.
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