21 de fevereiro, de 2013 | 00:00

Gasolina pode voltar a subir

Pressão de tributos sobre o combustível pressiona alta em todo o Estado

IPATINGA - Passados pouco mais de 20 dias desde o anúncio oficial do aumento da gasolina em todo o país, o preço do combustível nas bombas da Região Metropolitana do Vale do Aço pode ter um novo aumento. A pressão de tributos sobre a compra do derivado do petróleo pelos postos de combustíveis pode ter impacto sobre os valores repassados ao consumidor.
Uma pesquisa divulgada esta semana pelo site Mercado Mineiro aponta que o preço da gasolina continua subindo na capital do Estado. O levantamento revela que a alta chega a 4,59%, com preços que vão desde R$ 2,687 até R$ 3,099 - variação de 15,33% entre os postos pesquisados. O etanol também ficou mais caro em Belo Horizonte desde o reajuste da gasolina nas refinarias. O preço médio do litro passou de R$ 2,093 para R$ 2,132.
 
O cenário de aumento na capital mineira poderá ter reflexos na região. Segundo o diretor adjunto do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro), Gustavo de Souza, além do reajuste nas refinarias, definido pela Petrobras no fim de janeiro, o reajuste no Preço Médio Ponderado Final (PMPF), que serve de base para o cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), pressiona por nova elevação.
 
Em Minas Gerais, o ICMS que era calculado sobre o preço-base de R$ 2,9104 em janeiro, passou a incidir sobre o preço de R$ 2,9746, alta de 2,2%. O PMPF vale para todo o Estado e é definido pela Secretaria de Fazenda e publicado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
Média
Na tarde dessa quarta-feira (20), o preço médio da gasolina em Ipatinga pesquisado pelo DIÁRIO DO AÇO era R$ 2,895. Gustavo de Souza disse que não há anúncio ou previsão de aumento para a região, mas ressalta que a alta nos preços dependerá do comportamento do mercado local. "É o mercado quem irá dizer. Não há tabelamento, cada um pode subir o preço ao patamar que julgar conveniente. Os postos irão olhar como estão seus custos e pesar na balança. Mas, enquanto empresário, por exemplo, posso precisar subir o preço, mas não o farei se o meu concorrente também não o fizer", esclareceu.
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