26 de fevereiro, de 2013 | 00:00

Ipatinga pode sediar encontro de municípios reflorestadores

Evento tem o objetivo de debater a viabilidade das políticas públicas das florestas plantadas como uma atividade sustentável

IPATINGA – Está previsto para o primeiro semestre de 2013, o Encontro Mineiro de Municípios Reflorestadores de Eucalipto. O encontro, que ainda não tem data definida, reunirá prefeitos, empresas do setor de reflorestamento de Minas Gerais e de outros estados e representantes da sociedade.
Com o tema “Políticas Públicas das Florestas Plantadas de Eucalipto Para os Municípios Mineiros e Associativismo Para o Desenvolvimento Sustentável”, o evento tem o objetivo de debater a viabilidade das políticas públicas das florestas plantadas como uma atividade sustentável para estimular o desenvolvimento econômico dos municípios reflorestadores. Uma das propostas é discutir as diretrizes para a formação dos Arranjos Produtivos de Base Florestal, maximizando benefícios econômicos sociais e ambientais para a geração de emprego e renda.
 
Segundo o economista e empresário do setor, Wesley Augusto Dias Ribeiro, neste momento de instabilidade industrial e crescimento pífio do PIB, o reflorestamento deve ser visto com muita atenção por criar empregos, enquanto a indústria reduz postos de trabalho. “Minas Gerais é o Estado da Federação de maior área reflorestada e as autoridades devem dar uma maior atenção a um setor que sempre foi relegado a um segundo plano”, disse. Segundo ele, setor de reflorestamento no estado é responsável por mais de 10 mil postos de trabalho.
 
Conforme Nilton Barreto, da Dialogue Social Development e diretor do Instituto Jacaroá, estudos indicam que a geração de um posto de trabalho no setor florestal requer investimento da ordem de US$ 600 contra US$ 17 mil no setor industrial. Ele explicou que a atividade florestal utiliza mão de obra intensiva durante todo o ano, evitando o seu uso sazonal o que demonstra, na sua opinião, a grande contribuição que o setor pode oferecer para ampliar a geração de empregos e a melhoria da qualidade de vida de uma parcela da população mineira, particularmente a rural.
 
“Vale ressaltar que os produtores rurais poderiam desenvolver as atividades florestais nos períodos de menor demanda por mão de obra pelas atividades agropecuárias tradicionais como, por exemplo, na entresafra”, enfatizou Nilton Barreto. Segundo os organizadores do encontro, um dos temas importantes a ser discutido será “Empregos Verdes: Quantos São e Onde Estão”, a ser apresentado por Paulo Sérgio Muçouçah, coordenador dos Programas de Trabalho Decente e Empregos Verdes da Organização Internacional do Trabalho (OIT) do Brasil.
Além da OIT Brasil, outros parceiros manifestaram apoio ao evento, tais como a Cenibra, Fíbria Aracruz Celulose, Embrapa Florestas, Associação Gaúcha das Empresas Florestais, entre outros. Outras informações poderão ser solicitadas pelo e-mail [email protected], ou pelo telefone: (31) 87676056 – 85364846.
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