06 de março, de 2013 | 00:09

Inovação e competitividade

Encontro promovido pela Fiemg Vale do Aço desmistifica conceitos sobre o comércio exterior

IPATINGA – Visando incrementar a competitividade e promover a cultura exportadora nas micro, pequena e empresas de médio porte, a Fiemg Regional Vale do Aço promoveu, na tarde dessa terça-feira (5), o 1° Encontro Peiex Rumo à Exportação – sua empresa no destino certo. O evento, realizado no auditório Centro de Formação Profissional Rinaldo Campos Soares (antigo CDP da Usiminas), contou com a participação de empresários e líderes empresariais. O projeto Extensão Industrial Exportadora (Peiex), atua em nove núcleos espalhados por Minas Gerais, sendo o Vale do Aço uma das regionais.
Um dos palestrantes do encontro, o economista e gerente de Inovação do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Célio Cabral, discorreu sobre o tema “Inovação ao alcance das empresas”. Segundo ele, a inovação está totalmente alinhada à necessidade de a empresa aumentar sua competitividade e, com isso, atingir o mercado externo. “Sabemos que o mercado externo tem um grau de exigência maior. E, às vezes, necessita de produtos com alguns diferenciais onde a inovação venha para possibilitar que a empresa se prepare para ter um produto diferenciado. Um produto com qualidades agregadas e que possibilite a ela competir no mercado internacional, é importantíssimo para um segmento que é cada vez mais acirrado, sobretudo pela competição de produtos asiáticos”, pontua.
O economista relatou que um dos objetivos de sua palestra é levar às empresas o conceito de inovação e mostrar que está de fato ao alcance de todos, independentemente do porte e do setor de atuação. Célio pontua que inovação não precisa ser necessariamente tecnológica na fronteira do conhecimento, podendo ser inovação incremental, fundamental para a competitividade da empresa, agregando valor ao produto.
“Quando falamos de inovação, não é apenas a inovação tecnológica, isso é um dos fatores que procuramos levar aos empresários. Eles podem inovar em processos, em modelo organizacional, em modelo de negócio, que às vezes pode ser mais importante que em tecnologia. Nesse sentido, por mais que o Vale do Aço tenha preponderância em siderurgia, acredito que, de fato, as empresas ligadas à cadeia produtiva como fornecedoras, comércio e serviço voltadas à siderurgia, podem sim inovar e se diferenciar no mercado”, avaliou.
Bruna Lage


Célio Cabral
Exportação

Exemplo de sucesso no quesito exportação, o proprietário da empresa Melbras, Gustavo Delfim, de Timóteo, relata que, embora não seja fácil abrir novos mercados, vale a pena trilhar o caminho rumo a outros países. Trabalhando com mel convencional e orgânico há mais de 20 anos, o empresário pondera que é preciso perseverança. A Melbras começou a exportar seu produto, em outubro de 2011, o caminho percorrido não foi fácil. “O mel convencional e orgânico é exportado para países como Espanha, Bélgica, Alemanha, Estados Unidos, entre outros. Atualmente, exportamos 100 mil toneladas por mês, o que foi e continua sendo um desafio para nós. Agora mesmo estou indo para a Califórnia, a fim de participar de uma feira de exportação. É um mercado exigente, mas vale a pena traçar novos roteiros”, avaliou.
Segundo o presidente da Fiemg Regional Vale do Aço, Luciano Araújo, com esse primeiro encontro, o que se pretende é debater com os empresários locais para desmistificar a questão do comércio exterior e de que eles precisam se preparar para concorrer com o mundo e ter um produto de classe mundial. “O que estamos fazendo, após todo um trabalho de consultoria para melhorar produto, marketing e etc, é mostrar que tudo isso é possível de fazer, inclusive com casos bem-sucedidos de exportação por parte de empresas de nossa região. Queremos a oportunidade de tirar dúvidas sobre exportação e ampliar tal atividade de nossas empresas, tendo mais produtos e empresas daqui pelo mundo”, declarou.
Já o monitor do projeto, Fábio Jabour, lembra que a intenção é fazer a interação das empresas com as novas tecnologias que estão surgindo. Ele pondera que, apesar da característica siderúrgica da região, existe uma série de obras no mundo que dependem de setores como o metalomecânico. Conforme o monitor, atualmente módulos de navios estão sendo construídos na região, o que prova que novas áreas podem ser exploradas. “Queremos não ficar apenas no metalomecânico, hoje temos uma empresa que é a maior exportadora de mel de Minas Gerais, que é de Timóteo. Queremos diversificar e crescer a cadeia produtiva da região”, reiterou.
Divulgação Fiemg


reunião

 
Lançamento de ProValor deve ocorrer em breve
 
Sobre o Programa de Agregação de Valor ao Produto Mineiro (ProValor), o presidente da Fiemg Regional Vale do Aço, Luciano Araújo, explicou que o lançamento oficial ainda não foi feito, mas o programa já está em prática. Nessa primeira fase, estão sendo identificadas as empresas que participarão do processo, fazendo visitas técnicas e definição de quem irá se enquadrar no programa. “Após isso, faremos o lançamento e aí, sim, começará uma agenda de trabalhos para agregar valor aos produtos produzidos em nossa região, trazendo a escola de engenharia da Universidade Federal para ajudar a desenvolver produtos de alta tecnologia em nossa região”, apontou.
Luciano acrescentou que a ideia é ter maior lucratividade nas empresas da região, caminho que está sendo percorrido. “Fizemos várias visitas semana passada e estamos concluindo essa etapa. Acredito que, na próxima semana, tenhamos dados e sejam definidas as empresas, para então marcar o lançamento e o início efetivo dos trabalhos”, resumiu.
O ProValor foi lançado pelo governo do Estado em 2012, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), e Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O programa tem como objetivo o fomento à geração de empregos de qualidade, a intensificação do conteúdo tecnológico das empresas, o aumento da participação das empresas envolvidas no mercado, com o consequente aumento da arrecadação, por meio da ampliação de base tributária e do maior valor do produto industrial mineiro.
 
Atualmente 42 empresas já exportam
De acordo com o monitor extensionista do PEIEX no Vale do Aço, Fábio Jabour, o objetivo do evento é disseminar a cultura exportadora nas micro, pequenas e médias empresas da região. “Queremos qualificar e ampliar os mercados das indústrias iniciantes no comércio exterior, oferecendo soluções para problemas técnico-gerenciais e tecnológicos”.
O projeto implantado no Vale do Aço, em 2009, pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX-Brasil) já atendeu cerca de 350 empresas através de consultorias gratuitas nas áreas de Administração Organizacional, Recursos Humanos, Finanças e Custos, Vendas e Marketing, Comércio Exterior e Produto e Manufatura.
Atualmente 42 empresas exportam nos mais diversos segmentos, mas segundo Jabour os setores metalmecânico, alimentício e de confecção lideram a participação no Projeto devido a característica econômica da região.
Novos mercados
Exemplo de sucesso no quesi­to exportação, o proprietário da empresa Melbras, Gustavo Del­fim, de Timóteo, relata que, embo­ra não seja fácil abrir novos merca­dos, vale a pena trilhar o caminho rumo a outros países. Trabalhando com mel convencional e orgânico há mais de 20 anos, o empresário pondera que é preciso perseveran­ça. A Melbras começou a exportar seu produto em outubro de 2011, e o caminho percorrido não foi fá­cil.
“O mel convencional e orgâni­co é exportado para países como Es­panha, Bélgica, Alemanha, Estados Unidos, entre outros. Atualmente, exportamos 160 toneladas por mês, o que foi e continua sendo um desafio para nós. Agora mesmo es­tou indo para a Califórnia, a fim de participar de uma feira de exporta­ção. É um mercado exigente, mas vale a pena traçar novos roteiros”, pontuou.
Quem vivencia a mesma experiência é o produtor de café e proprietário da Minas Coffe Export, Rodrigo Gonçalves Rocha.
A empresa localizada em Caratinga e com 12 anos de mercado já é conhecida internacionalmente em países como Estados Unidos, Chile, Japão e Itália. Por meio da consultoria do PEIEX, o empresário quer ir além e ampliar sua carta de exportação com produtos correlatos do café para a Áustria e países do Oriente Médio.
“Nossa intenção é alavancar as vendas e a gama de produtos, para isso estamos trabalhando a prospecção de clientes, adequação dos produtos para os padrões internacionais e abertura de oportunidades em feiras e eventos”, reforçou Rodrigo.
Para Luciano Araújo, presidente da Fiemg no Vale do Aço, o evento propicia maior interação dos empresários com os diversos parceiros, entre eles: Instituto Euvaldo Lodi, Centro Internacional de Negócios (CIN), Núcleo de Apoio a Inovação (NAI), Gerência de Estágio Empresarial, APEX Brasil, Central Exportaminas, Sesi, Fiemg Regional Vale do Aço, Correios, Banco do Brasil, Retec e Sibratec/Cetec.
“A ideia é desmistificar a percepção de que exportação é algo para grandes empresas, mostrando a estrutura do mercado externo e dando apoio e incentivo para o aumento de clientes estrangeiros”.
Durante o evento os participantes assistiram a palestras sobre “Estratégia de Comunicação e Promoção Comercial”, “A inovação ao Alcance das Empresas” e “Rede Mineira de Extensão Tecnológica- Projetos Projex e Prumo”, além de apresentação de cases e atendimentos referente à logística, linhas de financiamento e da APEX- Brasil no intuito de facilitar e expandir a pauta de exportação no Vale do Aço.
Informações sobre importação e exportação, no Peiex que funciona no Núcleo Operacional do IEL, na Fiemg Regional Vale do Aço - Rua Cristóvão Colombo, 15, Cidade Nobre- Ipatinga, ou através do telefone 31 3821-2102/ e-mail: [email protected]
 
 
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