21 de março, de 2013 | 00:00
Especulações denigrem imagem da Casa”
Vereadores se posicionam soabre declaração de deputado estadual Durval Ângelo
IPATINGA A apuração da morte do radialista e bacharel em Direito Rodrigo Neto continua repercutindo. Em visita à região na segunda-feira (19), o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado Durval Ângelo (PT), comentou sobre uma denúncia na qual haveria supostamente um esquema de compra de votos para a eleição para vereador em Ipatinga e que isso poderia estar ligado à execução do radialista. Durante a reunião ordinária na tarde de ontem (20), os parlamentares fizeram uso da tribuna para se posicionar sobre a denúncia.
Conforme Durval Ângelo, uma denúncia que chegou a ele dá conta de que Rodrigo poderia ter sido assassinado por causa de uma matéria ainda em apuração, cujo teor explanaria um esquema de compra de votos para a eleição de vereador em Ipatinga. Segundo o deputado, essa informação seria apurada mais a fundo. A declaração não agradou alguns vereadores, que acreditam ter sido prejudicial para a imagem da Casa legislaiva.
Conforme o vereador Agnaldo Bicalho (PT), quanto mais o caso demorar a ser resolvido, mais brechas haverá para especulações. O parlamentar frisou ainda que, quando se fala em esquema de compra de votos, a especulação passa a ser ruim para a imagem de toda a Câmara, não somente para um ou outro.
Já o vereador Roberto Carlos (PV) afirmou que nenhum de seus colegas parlamentares tem algo a esconder. Quando se fala em vereadores, está se dirigindo aos 19. A minha garantia posso dar de que não compactuamos com isso. Agora precisamos da apuração desse crime, pois é muito grave e nossa cidade não pode ficar conhecida pela violência. A Câmara tem que se manifestar”, declarou.
Palanque
O presidente do Legislativo, Werley Glicério Furbino, o Ley do Trânsito (PSD), reiterou o discurso de Agnaldo Bicalho e disse que, quando há uma investigação em andamento e pessoas de fora interferem, abrem-se brechas para especulações. O que não pode ocorrer, segundo o presidente, são pré-julgamentos, o que, num momento como esse, se torna oportuno para as pessoas fazerem acusações infundadas”.
Eu não estava presente nesse encontro, mas enviamos uma comissão de três vereadores que representam a Comissão de Direitos Humanos dessa Casa, e por meio de uma declaração do deputado que disse ter recebido uma denúncia, precisamos saber se está assinada e se passou por uma autoridade competente”, disse.
Ley do Trânsito ponderou que, como representante do Legislativo, o clamor é que seja dada atenção especial à apuração, pois não pode ser mais um crime impune na cidade de Ipatinga. O que não pode ocorrer, explica, são pré-julgamentos, senão o verdadeiro criminoso pode ficar livre.
Resposta
Questionado sobre um possível pedido de posicionamento por parte do deputado Durval Ângelo, Ley do Trânsito disse que conversará com o vereador Agnaldo, que levantou a questão em Plenário, para saber se ele tem a intenção de pedir uma resposta oficial por parte do deputado estadual, ou mesmo a assinatura da Mesa Diretora para um pedido de resposta. Quando se fala em vereador, fala em quem tem mandato. São diversas informações e isso aqui não é palco político e sim a apuração da morte de um jornalista que ganhou repercussão internacional”, concluiu Ley do Trânsito.
Audiência Pública
O vereador Agnaldo Bicalho (PT) solicitou atenção do presidente da Câmara de Vereadores, Ley do Trânsito (PSD), sobre as recentes demissões da Usiminas para a realização de uma audiência pública. Há algum tempo temos visto a situação piorar e se tornar alarmante. Além das demissões, as empresas subsidiárias tiveram de fazer cortes de 30%”, alertou. O presidente da Casa afirmou que tal audiência será viabilizada para as devidas discussões.
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