27 de março, de 2013 | 19:25

Usiminas se diz aberta a negociação com a Consul

Venda do imóvel faz parte da estratégia da Usiminas de não mais administrar ativos não-operacionais, diz vice-presidente


IPATINGA – “A Usiminas vem conversando há alguns meses sobre a intenção de venda da loja que a Consul ocupa no Shopping do Vale”. É o que afirma nota enviada pela assessoria da empresa na noite desta quarta-feira, citando o vice-presidente de Recursos Humanos da Usiminas, Vanderlei Schiller, segundo o qual, a venda do imóvel faz parte da estratégia da Usiminas de não mais administrar ativos não-operacionais, ou seja, que não tem relação com sua atividade-fim.

Conforme o DIÁRIO DO AÇO publicou nas edições, de terça-feira e quarta-feira, a Usiminas pediu R$ 30 milhões pelo espaço que o hipermercado ocupa no Shopping do Vale do Aço e estabeleceu prazo de 30 dias para a resposta, ao fim do qual estaria aberta a repassar a quem interessar possa, o direito da compra do imóvel.

Na nota de ontem, no entanto, o vice-presidente pondera que “A Usiminas está aberta ao diálogo. Nós entendemos que, em cenário de mercado extremamente desafiador como o vivido pela siderurgia brasileira, a Usiminas não tem condições de ser proprietária de ativos não relacionados à sua atividade”, afirma Schiller.

Ainda segundo executivo, a postura da Usiminas tem sido e continuará sendo respeito aos acordos de locação e comodato firmados na região do Vale do Aço.

A nota ressalta que, desde 2010, a Usiminas tem sinalizado publicamente o interesse de desmobilizar seus ativos não-operacionais, como imóveis e terrenos, não apenas no Vale do Aço, mas em todas as localidades em que está presente.

“A Usiminas não pode deixar de avaliar os imóveis/terrenos não operacionais que possui nas diversas regiões em que atua. A empresa compreende o seu papel histórico de apoio ao desenvolvimento do Vale do Aço. Por isso, tem investido pesadamente na região nos últimos 5 anos, com uma nova coqueria, uma nova linha de galvanização, um novo desgaseificador à vácuo e a tecnologia CLC,  e ainda contribuído ativamente com a sociedade, por meio da Fundação São Francisco Xavier e do Instituto Cultural Usiminas, naquilo que lhe cabe como possibilidade e compromisso cidadão”, conclui Schiller.

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