13 de abril, de 2013 | 00:00

Pesquisa revela otimismo de empresários para 2º trimestre

Em contrapartida, profissionais do comércio amargam prejuízos de um movimento abaixo do normal


IPATINGA - Um estudo desenvolvido pelo Sebrae Minas aponta que as Micro e Pequenas Empresas da região estão mais otimistas para o 2º trimestre deste ano do que em relação ao período anterior. A aproximação do Dia das Mães pode ser o fator de motivação para as metas positivas dos empresários. Em todo o Estado, os empreendedores do Vale do Aço são os que mais mantêm expectativa quanto ao aumento do faturamento entre os meses de abril e junho.

Os dados compõem a Pesquisa de Expectativas das MPE Mineiras – 2º Trimestre de 2013, desenvolvida pelo Sebrae Minas, com 563 proprietários de pequenos negócios de Norte a Sul do Estado, dos setores de Comércio, Serviços, Indústria e Construção Civil.

Para a Regional Rio Doce, que abrange os municípios do Vale do Aço, o Índice de Expectativa (IE), que mede a confiança dos empresários em relação ao desempenho do negócio, foi de 54,7 pontos em abril, maio e junho - otimismo maior que os 51,3 pontos observados nos primeiros meses de 2013. O IE varia de 0 a 100, com avaliações muito pessimistas (até 25 pontos), pessimistas (de 25 a 50), otimistas (de 50 a 75), e muito otimistas (de 75 a 100).

De acordo com o levantamento estadual, o setor de serviços é o que mais espera aumento no faturamento e nos custos operacional e financeiro da empresa. O comércio, por sua vez, prevê manutenção da utilização da capacidade instalada, dos investimentos em infraestrutura, máquinas e equipamentos e da quantidade de funcionários, que deverá se manter estável.

Wesley Rodrigues


eduardo andrade
Pessimismo
Entre os profissionais que trabalham no segmento de comércio em Ipatinga, as opiniões quanto às expectativas positivas neste trimestre se divergem. Proprietário de uma loja de jeans no Centro, Eduardo Andrade acredita que as vendas para o Dia das Mães deste ano serão melhores que as registradas no ano passado, apesar de um custo de trabalho mais elevado, conforme pontua. "Esperamos vender 10% a mais que no ano passado. Para o mês de maio, as vendas devem aumentar em 30% além do normal", estimou.


Mas o otimismo do empresário não se reflete nos comércios vizinhos. Na opinião da vendedora Raquel Cândida, nos últimos anos o movimento de consumidores nas lojas do Centro do município nunca esteve tão baixo como atualmente. "Torcemos para que melhore, mas estamos com os pés no chão", disse, sem estimativas de faturamentos positivos para a principal data comemorativa do trimestre.


Funcionária de uma loja de acessórios, Adriana Rosa acrescenta que nos meses de março e abril, o comércio já se recupera do período pós-Natal, onde os consumidores tendem a reduzir as compras, todavia, isto não ocorreu. "Muita gente reclama do desemprego e das condições desfavoráveis", completou.


Em uma loja de calçados, o empresário Geraldo Nunes ironiza que sempre vê balanços positivos e anúncios de crescimentos exponenciais nas vendas da região - cenário que, segundo ele, está distante do que tem ocorrido. "As vendas só caem. Só no último Natal, por exemplo, vendemos 10% abaixo do que esperávamos. Não há dinheiro no mercado local. E, acredito que as vendas do próximo mês não irão ir além do normal", lamentou.
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