14 de abril, de 2013 | 00:00

Ação do Shopping 3 Cidades entra em fase de liquidação

Investidores esperam há 16 anos por desfecho feliz para empreendimento que “micou” na fase inicial


FABRICIANO –  Um grupo de empresários do Vale do Aço aguarda pela restituição financeira de investimentos, feitos há 16 anos, para a construção de um shopping em Coronel Fabriciano. Há sete anos, a Justiça determinou a condenação da Investiplan, empresa responsável pela viabilização do empreendimento, mas só agora o processo se encontra em fase de liquidação, para o pagamento de danos materiais aos devidos condôminos.


“Shopping 3 Cidades, ouro no Vale do Aço” anunciava a publicidade de divulgação. O empreendimento seria construído em um terreno com mais de 30 mil metros quadrados com área construída de 34.312 m². O centro de  compras teria 207 lojas-satélites, hipermercado, área para loja-âncora, dois cinemas, espaços para academia de ginástica, centro de entretenimento, área de alimentação com capacidade para oito restaurantes e 12 lojas de comida rápida.


Atraídos pela oportunidade econômica, lojistas e empresários de diversos setores da região firmaram contrato, em 1997, com a incorporadora Investiplan Empreendimentos Imobiliários Ltda., para a construção do “Shopping 3 Cidades”. A localização nobre, na avenida Tancredo de Almeida Neves (então BR-381), no bairro Caladinho do Meio, em frente ao Unileste, era um dos fatores promissores para o negócio.


Silvia Miranda


Jayme Rezende
A obra não foi à frente, com a paralisação dos trabalhos logo após a concretagem da base e instalação das primeiras pilastras. Com isso, o grupo de investidores propôs uma ação anulatória com pedido de ressarcimento, ainda no ano de 1997. Com cerca de R$ 2,2 milhões empatados no negócio, o grupo de 32 investidores iniciou uma longa disputa na esfera judicial. Em junho de 2006, foi proferida sentença e julgada procedente a ação,  condenando a Investiplan a pagar aos 32 autores do processo e investidores no negócio, a título de reparação de danos materiais, o valor correspondente às despesas suportadas pelos autores em decorrência do fracasso do empreendimento.

Advogado dos condôminos e que também integra o grupo de investidores, Jayme Rezende conta que, em 2011, foi realizada a perícia técnica, com a apuração dos valores devidos aos condôminos. Agora, sete anos depois da decisão, após vários incidentes e recursos despachados, o processo encontra-se em fase de liquidação de sentença.


Com as devidas correções, Jayme Rezende estima o valor da causa em cerca de R$ 5 milhões. “Logo após as explicações do perito, o relatório será encaminhado ao juiz, para definição dos valores e, em seguida, haverá a execução do processo, com garantia do imóvel, que poderá ser vendido por meio de leilão ou venda de terceiros”, explicou.

Penhora
Conforme Jayme Rezende, para garantir o pagamento das indenizações, foi solicitada a penhora de parte do imóvel, localizado na área onde seria o shopping e que está em nome da Investiplan. Caso os valores não sejam pagos, os condôminos prosseguem com a execução, incluindo a adjudicação dos bens.

Investidores ainda sonham com a retomada do empreendimento

 

Silvia Miranda


Shopping 3 Cidades
O advogado e empresário do ramo imobiliário João Damasceno, um dos investidores e também o responsável pela venda das lojas, relembra o sucesso do lançamento do projeto. Diferentemente de muitos outros shoppings, no 3 Cidades o lojista se tornava sócio do empreendimento. Na avaliação de João Damasceno, esta era uma das grandes vantagens e garantias de estabilidade, pois os lojistas não se tornariam reféns de aluguéis exorbitantes.


Passados longos anos de decepção, após o anúncio do fracasso do projeto, alguns lojistas ainda sonham com a retomada do negócio, por considerá-lo  viável e promissor para a economia de Fabriciano e região. “Fazemos reuniões constantes para discutir, levantar possibilidades para o negócio, além de acompanhar as informações do processo. A nossa expectativa é que, a qualquer momento, a situação se resolva”, pontua João Damasceno.


Segundo informações de corretores, a área total, avaliada hoje em cerca de R$ 15 milhões, tem atraído o interesse de grandes grupos comerciais, o que alimenta, ainda mais, a esperança da retomada do negócio. 
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Comentários

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Graciliano Santos Passos

19 de dezembro, 2023 | 18:33

“Estão mexendo nessa área há rumores de ser o Atacadão (Supermercado)... mas estou torcendo para ser um Shopping, embora esteja construindo um mini shopping no centro.....Fabriciano merece crescer, é a segunda maior cidade do vale do aço..”

José Geraldo Caetano

14 de dezembro, 2023 | 15:23

“O que será construído no local, já que está sendo feita terraplanagem.”

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