17 de abril, de 2013 | 00:00

Trabalhadores da Cemig no Vale do Aço cruzam os braços

Concessionária afirma que movimento não interferiu na prestação dos serviços


DA REDAÇÃO - Trabalhadores da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) decidiram, em todo o Estado, paralisarem suas atividades para cobrar a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho. A greve, de 48 horas, foi iniciada ontem e se estende até essa quarta-feira (17). Em Ipatinga, a adesão se deu de forma parcial e 25 funcionários da concessionária de energia elétrica cruzaram os braços, segundo informou a coordenação regional do Sindicato dos Eletricitários de Minas Gerais (Sindieletro).


Na manhã de ontem, concentrações ocorreram em frente à sede da Cemig em Ipatinga, no Centro. Reuniões dos organizadores do movimento foram realizadas com os funcionários da empresa para mobilizar mais adesões à greve. "Tentamos levar a negociação sem uma mobilização como essa, mas não está sendo possível. Estamos começando um processo de paralisação, na intenção de pressionar a empresa à negociação. Outras paralisações podem ocorrer caso as reivindicações não sejam atendidas", disse o coordenador regional do Sindieletro no Vale do Aço, Emerson Andrada.


O sindicalista acrescentou que a Cemig fez a opção de entrar com dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), e se negou a negociar nas duas reuniões de conciliação realizadas em 2012. Como resultado, os eletricitários estariam há seis meses sem acordo.


Os eletricitários reivindicam aumento real de 2%; reposição das perdas pelo INPC (5,99%), retroativa a 1º de novembro de 2012; reajuste das cláusulas econômicas em 8%, também retroativo, garantia de emprego; substituição dos trabalhadores terceirizados em atividades-fim por concursados; transferência dos eletricitários da Cemig Serviços para a Cemig Distribuição; política de combate ao assédio moral e a manutenção das conquistas.

Normalidade
Em nota, a Cemig, por meio de sua assessoria de Comunicação, informou que a paralisação parcial dos empregados, realizada nessa terça-feira (16), não afeta as atividades da empresa. "Todos os serviços da Empresa, como atendimento no call center, serviços emergenciais e ligação ou religação de energia estão sendo prestados normalmente. A movimentação também não afetou o funcionamento das usinas hidrelétricas", ressaltou o comunicado.


A Cemig informou, ainda, que apresentou aos empregados uma proposta "respeitosa", consideradas as perspectivas de futuro para a empresa definidas a partir da Medida Provisória 579 (atual Lei 12.783), e do terceiro ciclo de revisão tarifária, que reduziu o percentual de remuneração das distribuidoras de energia do País sobre os serviços prestados.


"Uma vez que não houve entendimento, a Cemig solicitou a mediação da Justiça do Trabalho, através de Dissídio Coletivo, antecipando o reajuste de 4,5% no salário. A proposta apresentada mantém todos os benefícios atualmente existentes, propõe uma recomposição dos salários diante de perdas inflacionárias e preserva a qualidade do acordo coletivo, que é o melhor acordo coletivo do setor elétrico e está entre os melhores do Brasil", conclui a nota da concessionária.


 
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