19 de abril, de 2013 | 00:00
Acesso à tecnologia avança
No Brasil, há três computadores para cada cinco habitantes. Vendas aumentam na região
IPATINGA Ter um ou mais computadores em casa já não é mais novidade. A facilitação do acesso à tecnologia com o barateamento dos produtos refletiu no crescimento do número de brasileiros que dispõem de um ou mais computadores em casa. Sem falar na informatização das empresas, que têm nos computadores uma ferramenta essencial de trabalho.
Uma pesquisa do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgada ontem, aponta que a quantidade de computadores em uso no Brasil, somados os corporativos e os domésticos, chega a 118 milhões. Isso significa que existem, no país, três computadores para cada cinco habitantes.
O estudo mostrou, também, que o número de computadores dobrou no período de quatro anos. Para este ano, a FGV estima que serão comercializados 22,6 milhões de unidades, o que equivale a uma unidade por segundo. A projeção para daqui a três anos é que o país tenha um computador por habitante, com 200 milhões de unidades. Esse crescimento será puxado, explica o coordenador da pesquisa, professor Fernando Meirelles, pelo aumento previsto nas vendas de tablets, também classificado como computador pela pesquisa.
O levantamento, que é feito há 24 anos e divulgado anualmente, consultou 5 mil grandes e médias empresas, com 2,2 mil respostas válidas.
Migração
Na região, crescem as vendas de computadores, principalmente em versões mais portáteis, como notebooks e tablets. O comportamento do mercado confirma os dados da pesquisa.
Gerente da Usimicro, Walace Vieira Santos, ressalta que, em muitas residências, hoje existem um computador de mesa e dois notebooks, ou um notebook e um tablet. As pessoas estão migrando para os tablets. É comum uma residência ter duas a três máquinas”, comentou.
Para o gerente, a conexão sem fio contribui para esse movimento. Com essa conexão, a pessoa tem um computador para fazer um trabalho mais demorado e, no dia a dia, usa o notebook ou o tablet para ter mobilidade”, ressaltou Walace Vieira.
O gerente afirma que, atualmente, nas famílias de classe média, é comum ver três máquinas por casa. Mas acredito que a tendência daqui a três, quatro anos, é de toda casa ter pelo menos duas máquinas. Apesar da crise que atingiu todos os setores, a região ainda possui um alto consumo de tecnologia”, declarou Walace Vieira.
Alta demanda
O proprietário da Talentus Informática, Wanderlúcio Diniz Mota, destaca o alto índice de vendas de mais de um computador por família. A maioria das pessoas está trocando ou adquirindo o segundo ou terceiro computador. Tenho casos de cinco máquinas em uma casa. Cada vez mais essa ferramenta se torna pessoal”, falou.
Em relação à expectativa de crescimento de venda dos tablets, Wanderlúcio ressalta que a demanda por esse produto cresce rapidamente. Hoje a compra de tablet aumenta cada vez mais e a de computador de mesa tem caído. O tablet não substitui o computador. Mas agrega, e facilita muito por ser leve e portátil. Isso fomenta a migração”, salientou Wanderlúcio.
Na avaliação do empresário, a praticidade dos tablets e smartphones atende às necessidades da vida moderna. Com o smartphone, a pessoa, além de ter telefone, acessa a internet de forma prática e rápida. É um equipamento que atende às necessidades de hoje. Na correria diária, é possível acessar a internet onde você estiver”, disse Wanderlúcio Diniz. A tendência é que nessa estimativa de crescimento de computador por pessoa, os portáteis prevaleçam. Estatísticas de tecnologia mostram que do Brasil e no resto do mundo a venda de portáteis cresce rapidamente”, frisou o empresário.
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