21 de abril, de 2013 | 00:00

Más condições de estradas geram reclamações

Acesso entre Vargem Alegre e Revés do Belém está esburacado; já a MG-759 foi tomada pelo mato


DA REDAÇÃO - Moradores de Vargem Alegre, que precisam vir com frequência a Ipatinga, reclamam das más condições da estrada entre a cidade e o povoado de Revés do Belém, distrito de Bom Jesus do Galho. Depois da chuva no começo de abril, a estrada ficou intransitável, dada a quantidade de buracos.

Morador de uma área rural em Revés do Belém, Roberto Moreira explica que está praticamente no meio do caminho entre o distrito e a cidade de Vargem Alegre, e reclama principalmente dos prejuízos. “Quando chove não sabemos se, no dia seguinte, vamos conseguir trafegar. Preciso ir a Vargem Alegre levar produtos agrícolas pelo menos uma vez por dia. O que se lucra em um mês vai uma grande parte para reparar o carro danificado na estrada a cada viagem”, compara.

Para quem sai de Ipatinga para Vargem Alegre, via MG-759 e Revés do Belém, a distância é de 48,3 quilômetros. Quem não quiser enfrentar os 15 quilômetros de estrada de terra entre Revés e a cidade destino tem que passar pela BR-116, até as proximidades de Caratinga e acessar a MG-425 (pavimentada), um percurso que aumenta a viagem em mais de 100 quilômetros.

Nas prefeituras de Bom Jesus do Galho e Vargem Alegre, ninguém sabe dar informações concretas sobre quem é responsável pela manutenção da estrada de terra. Uma parte dela fica no território bonjesuense e a outra parte em terras em trecho vargem-alegrense. Os secretários de Obras não foram localizados para responder às reclamações.

Uma secretária da administração pública de Bom Jesus, contudo, antecipou que há expectativa que a estrada seja pavimentada. A partir da concretização das obras, sem data prevista, a via passará a ser de responsabilidade do Estado. Até agora, a manutenção da via é compartilhada entre os dois municípios.

 

MG-759
Em cenário também preocupante para os motoristas, a MG-759 tem as margens tomadas por mato. Sem acostamento, a vegetação ocupa parte da via e, em alguns lugares, inclusive curvas perigosas, o mato alto atrapalha a visão dos condutores, aumentando o risco de acidentes.

Por telefone, a assessoria de Comunicação do Departamento de Estradas de Rodagens (DER), informou que o projeto de pavimentação da MG-759 não previa a construção do acostamento. Isto porque as obras, executadas a partir do Programa de Pavimentação de Ligações e Acessos Rodoviários aos Municípios (Proacesso), não inclui a infraestrutura, uma vez que não há recursos financeiros para tal.

Diante da limitação existente, o órgão ressaltou que duas limpezas e roçadas de terreno são realizadas anualmente nas estradas do Proacesso. As últimas manutenções na MG-759 foram realizadas no fim de 2012. Os novos reparos, por sua vez, estão previstos para o mês de maio.
 
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