27 de abril, de 2013 | 00:00

Prejuízo de R$ 122,7 mi no 1º trimestre

Balanço divulgado ontem pela Usiminas é 232% superior ao valor do primeiro trimestre de 2012, e 57% menor do verificado no quarto trimestre do mesmo ano


IPATINGA - A Usiminas encerrou o primeiro trimestre de 2013 com prejuízo líquido de R$ 122,7 milhões ante o resultado negativo de R$ 36,800 milhões apurado no mesmo período do ano passado e do prejuízo de R$ 283,1 milhões registrado no quarto trimestre de 2012. Em nota, a empresa informa que o prejuízo líquido diminuiu 57% frente ao quarto trimestre de 2012 e as vendas para o mercado interno recuperam 1,5%.

O prejuízo divulgado nessa sexta-feira é 232% superior ao valor do primeiro trimestre de 2012 e 57% menor do verificado no quarto trimestre do mesmo ano.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado somou R$ 313,490 milhões, com crescimento de 64% em comparação com igual intervalo de 2012.
A receita líquida somou R$ 3,194 bilhões, uma expansão de 10,85% na mesma base de comparação. O resultado financeiro ficou negativo em R$ 236,2 milhões, no confronto com as despesas de R$ 107,9 milhões de igual período do ano passado e de R$ 29,514 milhões dos últimos três meses de 2012.

Vendas
As vendas de produtos siderúrgicos da Usiminas somaram 1,6 milhão de toneladas no primeiro trimestre, com crescimento de 1,5% sobre os últimos três meses de 2012.
Conforme a empresa, 77,1% das vendas de aço foram destinadas ao mercado interno, o que representa um aumento de 1,5% em relação às vendas do quarto trimestre de 2012.
Já as exportações recuaram 30,2% na mesma base de comparação, representando 22,9% das vendas totais, em linha com a estratégia da companhia de aumentar a participação no mercado doméstico.
Conforme o vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores, Ronald Seckelmann, a Usiminas continuou a avançar, no primeiro trimestre deste ano, na estratégia de operar de forma mais otimizada e competitiva. “Diante do cenário de desafios pelo qual ainda atravessa a siderurgia brasileira, a Usiminas tem priorizado o controle rígido do caixa, dos investimentos e do custo de produção. A evolução do Ebitda, que mede o desempenho operacional, é um reflexo significativo desse trabalho de melhoria contínua e de maior disciplina de gestão”, afirma.

Investimentos
No primeiro trimestre de 2012, os investimentos somaram R$ 174,7 milhões. O valor é 52% menor quando comparado ao do quarto trimestre do ano passado, em razão do encerramento do forte ciclo de investimentos em modernização e expansão da capacidade de laminação e galvanização nas usinas. Do total dos investimentos no período, foram aplicados 26% nas atividades de Siderurgia, 64% na Mineração, 5% na Transformação do Aço e 5% em Bens de Capital.
Na Mineração Usiminas, o projeto de ampliação da capacidade produtiva (8 milhões para 12 milhões de toneladas anuais) já alcançou 88,5% do cronograma ao final do primeiro trimestre de 2013. O início da operação está previsto ainda para este ano.

Estão em curso obras para uma nova linha de Decapagem, na Usina de Cubatão-SP, com previsão de start-up ainda em 2013. O objetivo é atender à demanda de mercado por produtos decapados de alto valor agregado, para produção de rodas leves, peças automotivas, aços galvanizados para a construção civil, entre outros. Além disso, prossegue a reforma da Coqueria 2, na Usina de Ipatinga, para aumentar a geração própria de gás e coque da empresa.
 
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