07 de maio, de 2013 | 00:00

Movimento reivindica melhorias para o transporte cicloviário

Documento sugestivo será entregue hoje, na Câmara Municipal e Prefeitura


IPATINGA – Com o aumento do número de veículos circulando pela cidade, os debates sobre mobilidade urbana sugerem alternativas para melhorar o fluxo no trânsito do dia a dia. Muito utilizada em alguns países e cidades do Brasil, a bicicleta surge como um meio econômico, saudável além de não poluir. Com o objetivo de tornar Ipatinga uma cidade viável para o uso desse transporte, cicloativistas, a Avaci (Associação Vale do Aço de Ciclismo) e o Mutirão pela Ética e Cidadania elaboraram uma proposta que será protocolada na tarde de hoje, na Câmara Municipal e na Prefeitura de Ipatinga.

As sugestões foram formatadas após uma série de debates sobre o assunto, realizados pela internet e em reuniões. As solicitações são fundamentadas em três pilares: política pública, infraestrutura e educação. A montagem da proposta contou ainda com a participação do arquiteto Danilo Guerra, cujo trabalho de conclusão de curso foi um projeto cicloviário para Ipatinga. O trabalho do arquiteto foi anexado ao documento a ser protocolado nesta terça.

Um dos integrantes do Mutirão pela Ética e Cidadania, Márcio Castro, falou sobre as principais reivindicações. “O documento possui sugestões que precisam ser aprimoradas do ponto de vista técnico”, informou. Ele afirma que Ipatinga tem uma topografia favorável para o transporte cicloviário, haja vista que mais de 50% do município é composto por áreas planas. “Já existem ciclovias, embora mal conservadas. O trânsito está sobrecarregado e a bicicleta pode ser uma alternativa para melhorar a mobilidade urbana. Mas é preciso melhorar a estrutura cicloviária e colocar nela áreas verdes para amenizar o forte calor durante a pedalada”, pontua.

A proposta do movimento prevê a ampliação e melhorias das ciclovias que, de acordo com o documento, precisam ligar os bairros de Ipatinga entre si. “A ideia é que seja possível percorrer toda a cidade de bicicleta. Temos notícia que Ipatinga possui 47 quilômetros de ciclovias. Mas nos bairros Bom Jardim e Limoeiro, por exemplo, não tem ciclovia, apesar de serem populosos”, comentou Márcio Castro. No local onde não é possível a implantação de ciclovia, por problemas de espaços, a solução apontada é a marcação de ciclofaixas, desde que seguras. 

Outro ponto observado pelo integrante do movimento é a necessidade de apoio da iniciativa privada. “A Usiminas, por exemplo, poderia criar mais acessos para bicicletas, para os funcionários não precisarem andar tanto no trânsito para trabalhar. O apoio da iniciativa privada é muito importante”, salientou Márcio Castro.

Polliane Torres


márcio castro
Modernização
Entre as propostas inspiradas no trabalho do arquiteto Danilo Guerra, está a instalação de “Paraciclos”, que seria um bicicletário mais moderno. “São pontos onde o ciclista pode estacionar a bicicleta com segurança, espalhados por vários lugares da cidade. É importante que o local seja coberto e seguro. Sem isso, ninguém vai querer sair e deixar sua bicicleta ali”, frisou Márcio Castro.

De acordo com o projeto, no Centro de Ipatinga, por exemplo, seria possível montar um ponto na área de uma vaga para carro. “Nela caberiam de sete a oito bicicletas. A proposta é que esses pontos sejam cobertos e tenham um banco para o ciclista se preparar. Já no Parque Ipanema seria possível fazer uma instalação melhor, inclusive com bebedouro”, detalhou Márcio Castro.


Outra sugestão retirada do estudo acadêmico é a instalação de “Paraciclo” em pontos de ônibus. “Atrás dos pontos cobertos é possível colocar um bicicletário. Com isso, pretende-se possibilitar ao ciclista usar também o ônibus para dar continuidade ao deslocamento, e ao retornar seguir de bicicleta novamente. Dentro dos ônibus também deveria existir espaço para bicicleta”, destacou. O aluguel de bicicletas para esses deslocamentos diários é outra opção defendida pelo movimento.
 
Conscientização
Márcio Castro reitera a importância de investir em educação. “Os cicloativistas da região já começaram um trabalho com escolas. Isso é fundamental. Hoje, na região, a maioria dos ciclistas usa o meio para esporte, mas a proposta é trazê-la para o dia a dia. Nos últimos anos, a bicicleta tem sido substituída por carro e motocicleta, tornando o transito caótico”, concluiu.
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