07 de maio, de 2013 | 00:16

Delegacia de Mulheres promove a campanha “Diga Não À Violência”

“Verificamos regiões com maior índice de violência doméstica para trazer a delegacia itinerante e mostrar a importância da denúncia”


IPATINGA – Um ônibus da Polícia Civil com estrutura de delegacia móvel ficou estacionado na entrada do bairro Bom Jardim, na tarde de ontem. A ação, promovida pela Delegacia Especializada de Atendimento às Mulheres, teve por finalidade abordar e orientar a comunidade em relação ao combate à violência doméstica. Com o tema “Dia Não À Violência”, a campanha promoveu panfletagem e ainda estrutura de atendimento ao público.

A ação foi comandada pelas delegadas que atuam na Delegacia Especializada de Atendimento às Mulheres, Lívia Oliveira, Amanda Morais e Tereza Nascimento. “Quisemos promover a ação com o objetivo de nos aproximar da comunidade. Verificamos regiões com maior índice de violência doméstica para trazer a delegacia itinerante e mostrar a importância da denúncia. Queremos atingir o criminoso que aproveita da relação doméstica para praticar o crime e puni-lo”, salientou Lívia Oliveira.

A delegada informou que a ação deve ser levada para outros bairros futuramente. A região do Esperança/Bom Jardim foi a primeira a receber o projeto em função de ostentar alto índice de ocorrências de violência doméstica no comparativo do município. “O objetivo é alcançar vários bairros e conscientizar a população sobre esse crime, tirar dúvidas sobre a Lei Maria da Penha, que foi recepcionada pela comunidade com um pouco de preconceito. Mas ela é uma via de mão dupla e também pune mulheres agressoras”, declarou Lívia Oliveira.

Em relação à dificuldade de investigar os crimes em função do medo das vítimas, Lívia Oliveira, afirma que houve avanços. “Os registros independem da representação da vítima, basta o Estado tomar conhecimento para adotar a providência. Desde que a Lei Maria da Penha passou a ter esse novo entendimento, ano passado, os procedimentos na delegacia aumentaram. Ainda há medo, mas buscamos atingir parentes e vizinhos para conscientizar”, informou.

Polliane Torres


não À violencia


Estrutura
Lívia Oliveira salientou os reflexos negativos da violência doméstica na estrutura familiar. “A criança que cresce com cenário de violência doméstica não é bem estruturada, não tem bom rendimento escolar e adquire traumas psicológicos irreversíveis para a fase adulta”, resumiu.

Conforme Lívia, é alto o número desses crimes na região. Em função disso, a Delegacia Especializada de Atendimento às Mulheres recebeu reforço com a chegada de duas novas delegadas, Amanda Pereira e Tereza Nascimento. “Desde então, conseguimos avançar nas investigações. Um dos exemplos foi o encaminhamento de alguns adolescentes infratores para Centro de Internação”, frisou Lívia Oliveira.

A Delegacia de Mulheres atende das 8h30 às 12h e das 14h às 18h. Mais informações pelo telefone: 3822-9421. Denúncias também podem ser encaminhadas para os números 190 e 181.

Polliane Torres


delegacia de mulheres


 
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