08 de maio, de 2013 | 00:00

Funed analisa pão de queijo e reprova 85,5% dos rótulos

Das 62 amostras analisadas em 2012, 85,5% continham informações equivocadas e não condizentes com o produto


DA REDAÇÃO - A maioria da população já sabe que o consumo excessivo de sódio é considerado um fator de risco para a saúde, pois pode provocar o desenvolvimento de doenças crônicas como obesidade, hipertensão, doenças do coração, dentre outras. Mas o que muita gente desconhece é que a quantidade de sódio anunciada nos rótulos dos pães de queijo comercializados em Minas nem sempre é a mesma encontrada nos produtos. Esse é um dos resultados apresentados nas análises do programa de monitoramento dos alimentos realizado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), a Vigilância Sanitária Estadual e a Fundação Ezequiel Dias (Funed).

Das 62 amostras analisadas em 2012, 85,5% continham informações equivocadas e não condizentes com o produto. “A legislação não determina a quantidade ideal de sódio no produto, mas é clara quanto à necessidade de informações obrigatórias e corretas nos rótulos”, explica o chefe da Divisão de Vigilância Sanitária da Funed, Kleber Eduardo da Silva Baptista.

Contaminação microbiológica, presença de parasitas, falta de informações obrigatórias nos rótulos foram outras irregularidades encontradas. Ao todo, foram 39 tipos de alimentos monitorados, desde alimentos infantis, amendoim, leite e derivados, pão de queijo, macarrão instantâneo, soja, pães, biscoito, conservas vegetais, até sucos e refrigerantes.

A pesquisa trabalhou com 1.115 amostras colhidas em 288 municípios do Estado, totalizando 6.537 análises realizadas para verificação da adequação dos produtos às normas de identidade e qualidade exigidas pela Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e de outros órgão reguladores.

In natura
Especiarias como canela, orégano e pimenta do reino também chamam a atenção da equipe de Vigilância Sanitária da Funed. “Encontramos irregularidades em 36% das amostras analisadas, dentre elas a presença de pelo de roedor e da bactéria Salmonella”, afirma Kleber Baptista. Ele alerta para o fato de serem produtos consumidos in natura, ou seja, sem preparos ou outros procedimentos que poderiam eliminar a bactéria.

“Uma contaminação por Salmonella pode causar desde diarreia, febree vômitos, contudo, em crianças, idosos e indivíduos imunocomprometidos, os sinais e sintomas podem evoluir para um quadro grave, requerendo hospitalização”, observa.

Monitoramento
As análises realizadas pela Funed fazem parte do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Alimentos em Minas Gerais, coordenado pela Diretoria de Vigilância em Alimentos da Secretaria Estadual de Saúde em parceria com a Fundação Ezequiel Dias, Regionais de Saúde, vigilâncias sanitárias municipais e o Ministério Público/Promotoria de Defesa do Consumidor. O programa teve início há 13 anos e já verificou a qualidade de quase 14.000 amostras de alimentos comercializados no Estado.

São realizadas análises microbiológicas, físicoquímicas, microscópicas, toxicológicas, biologia molecular e rotulagem. “Nos alimentos industrializados, por exemplo, avaliamos a presença e a porcentagem de aditivos alimentares como conservantes, corantes e adoçantes, além de contaminantes químicos e biológicos como metais e aflatoxinas”, explica Kleber Baptista.

Quando são constatadas irregularidades nos alimentos, é instaurado processo administrativo sanitário contra a empresa produtora, podendo ser aplicadas penas que vão desde advertência, até multa e inutilização do produto, informa Maria Flávia. “Temos observado melhorias contínuas na qualidade dos alimentos, em razão da adoção dessas medidas de investigação das infrações sanitárias e punição dos responsáveis.”
 
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