15 de maio, de 2013 | 00:00
Venda da UMSA sem definição
Possibilidade voltou a ser ventilada no encerramento do 24º Congresso Brasileiro do Aço, no Rio de Janeiro
IPATINGA A possibilidade da venda da Usiminas Mecânica, empresa integrada à cadeia produtiva da Usiminas, voltou a ser ventilada. A declaração do presidente da Usiminas, Julián Eguren, ao jornal Valor Econômico, na semana passada, foi motivo de discussão sobre a negociação da empresa de bens de capital que, conforme a publicação, seria vendida até o fim do primeiro semestre de 2013. A conversa saiu durante o encerramento do 24º Congresso Brasileiro do Aço, no Rio de Janeiro.
Em sua fala, Eguren pontuou que a venda de ativos não operacionais e que não são foco da empresa faz parte do plano de melhoria da margem operacional e da performance financeira do grupo. Estamos trabalhando muito para recuperar a margem Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização). Estamos recuperando em siderurgia. É lenta, mas uma gradual recuperação”, disse. Entre os ativos não operacionais, recentemente, a venda do imóvel ocupado pela Consul do Shopping do Vale foi anunciada, situação que, até o momento, permanece sem mudança.
Entretanto, a assessoria da Usiminas informou que continua aberta para captar oportunidades de fortalecer seus ativos, mediante possibilidades de parceria focadas em desenvolver mercado e ampliar a eficiência da infraestrutura industrial existente. Com relação especificamente à Usiminas Mecânica, não há, no momento, nenhuma negociação concreta em curso, afirmou a assessoria.
Desde que chegou à Usiminas o grupo Grupo Techint (formado pela Ternium, Siderar e Confab) deixou claro que iria focar na sua especialidade, a produção de aço e logo surgiram rumores da venda da USMSA, seguida dos desmentidos.
Impacto
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga (Sindipa), Luiz Carlos Miranda, observa que a situação de incerteza é preocupante, devido ao impacto gerado para a comunidade, embora não tenha recebido a confirmação da venda da Usiminas Mecânica. É uma preocupação, mas o que sei é que a empresa está se desfazendo da Usiminas Soluções. Eu denunciei o quadro há muito tempo. A Usiminas está se desfazendo das ações porque os argentinos querem fazer dinheiro a todo custo. Estamos correndo risco de Ipatinga ficar dentro de uma floresta. Temos de ficar atentos e eu, inclusive, tive uma reunião na sede do Sindipa, com o presidente da Nippon Steel no Brasil, Hiroshi Tomono, onde cobrei a necessidade de investimento na região”, destacou.
Na avaliação do sindicalista, caso a venda seja mesmo confirmada, deverão ocorrer de 4 mil a 5 mil desligamentos, entre funcionários da Usiminas, Usiminas Mecânica e compradores. Não acredito que outro grupo compre a empresa e permaneça em Ipatinga. No caso de outra empresa assumir, duvido que queira comprar aço da Usiminas, se o da China sai de 30% a 40% mais barato”, declarou. O presidente do Sindipa destaca, ainda, que convidou empresários, políticos e associação comercial para reverter a situação, mas, ao que parece, estão incrédulos ou com medo de cobrar da Usiminas uma postura quanto a isso. O quadro é preocupante”, concluiu Luiz Carlos Miranda.
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