16 de maio, de 2013 | 00:00

Menos notas falsas em circulação

Estimativa do Banco Central é que apenas 559 cédulas falsas circularam em 2012 na cidade


IPATINGA – Com o objetivo de estreitar relacionamento e obter retorno do trabalho desenvolvido, representantes do Banco Central visitaram o presidente da Associação Comercial de Ipatinga (Aciapi), Gustavo de Souza, nessa quarta-feira (15). A vinda dos analistas de Belo Horizonte à cidade faz parte de um acompanhamento feito pelo Banco Central junto ao Banco do Brasil, que presta um serviço de representação de cédulas e moedas.

Conforme o analista do Banco Central, Orozino Ribeiro da Silva Tallarico, tudo aquilo que foge do parâmetro de cédulas legítimas se torna uma cédula duvidosa, o que torna importante o desenvolvimento do trabalho. “Temos buscado levar às associações e instituições financeiras informações para diminuir o transtorno das cédulas falsas. A partir do momento em que o cidadão começa a observar seu dinheiro, o falsário fica ‘constrangido’ de realizar tal falsificação ou repasse”, explicou.

O Banco Central possui nove regionais em todo o país e as visitas aos representantes do comércio é para saber se está faltando troco, as cédulas de R$ 2 ou de R$ 5 e as moedas, por exemplo.

Conforme levantamento da Aciapi, feito entre alguns associados, a demanda maior é por moedas. “Não deixe de ensinar seus filhos a fazer economia, mas no fim de semana pegue as moedas do cofrinho dele e troque por cédulas, fazendo com que as moedas circulem”, aconselhou o analista.

Troca
O Banco do Brasil tem um caixa de atendimento ao cidadão, para pessoa física, só para fornecer trocados, mas o valor é limitado a 100 unidades entre moedas de cinco centavos e cédulas de R$ 5. Para ter acesso ao serviço e trocar o dinheiro “graúdo” pelo “miúdo”, entretanto, a pessoa precisa preencher um formulário.
Orozino Tallarico disse que se o comerciante receber uma cédula dilacerada, ela não deve ser repassada para o público e sim usada para pagar um boleto. A instituição bancária vai retirar esse dinheiro de circulação. “Quanto mais o comércio ajudar a diminuir essas cédulas dilaceradas, mais segurança teremos. Antigamente, as cédulas dilaceradas circulavam muito e as pessoas tinham nojo de pegar no dinheiro. Hoje, o que ocorre é que temos saneado as notas ruins. As pessoas não percebem, mas essa deterioração representa prejuízo ao bolso do contribuinte”, destacou.

Segurança
Por meio da página www.novasnotas.bcb.gov.br é possível que o cidadão navegue e aprenda a identificar os itens que concedem veracidade à nota. Quando um banco recebe um malote e o bancário percebe uma cédula suspeita, a instituição financeira credita o depósito, mas exclui o valor da nota suspeita e essa cédula é enviada ao Banco Central. “Nesse caso é necessário correr atrás da falsificação. O Banco Central criou uma forma de pesquisa das cédulas. Para tal, basta acessar o site www.bcb.gov.br, no menu cédulas e moedas; saiba mais; serviços; consultar análise de numerário enviado para exame”, detalhou Orozino.

O técnico esclarece que as notas suspeitas representam 0,01% do dinheiro em circulação no mercado. É como se em um total de 1.000 cédulas fosse recebida apenas uma suspeita. “É uma base que temos. Estimamos que a circulação de cédulas falsas na região de Ipatinga foi de 559 cédulas, em 2012, o que é um número baixo. Mas depende muito da época e, como nosso dinheiro melhorou muito a qualidade, isso caiu bastante”, concluiu Orozino Tallarico.

Federal
O analista destaca que o cidadão só pensa no Banco Central para cálculo de inflação e o que aparece na mídia, mas cada vez que um recibo de possíveis irregularidades é registrado no sistema, pode ser uma nota falsa e, se isso se repetir muitas vezes, cria uma “massa crítica”, o que pode ser repassado à Polícia Federal. “Dessa maneira, sabemos se a cédula está pipocando aqui, ou está sendo fabricada ou desovada aqui”, disse.
 
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