28 de maio, de 2013 | 00:04

Aciapi cobra explicações sobre tarifas aéreas

Dirigentes da Azul foram convidados à sede da Aciapi e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) para prestar esclarecimentos


IPATINGA - Horários reduzidos e tarifas aéreas mais caras levaram representantes do empresariado local a se mobilizarem para pedir explicações e uma solução sobre o assunto. O presidente da Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Prestação de Serviços de Ipatinga (Aciapi), Gustavo Souza, afirma que a situação é preocupante, porque houve redução nos horários de voos após a fusão da Azul e da Trip  e um notável encarecimento das passagens entre o aeroporto de Santana do Paraíso e os aeroportos da Pampulha e de Confins. Neste sentido, dirigentes da Azul, que opera voos regulares entre os aeroportos de Santana do Paraíso e Pampulha em Belo Horizonte e Paraíso/Confins, foram convidados a virem à sede da Aciapi e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) para prestar esclarecimentos. 

Gustavo Souza lembra que, em 2011, foram feitos investimentos na melhoria da infraestrutura do terminal aéreo de Santana do Paraíso pela concessionária do aeroporto, a Usiminas, quando surgiram expectativas de que as empresas aéreas passariam a operar com aeronaves de maior porte, o que permitiria a prática de tarifas mais acessíveis.

“Quando a Azul começou a operar na região, em fevereiro de 2012, a Aciapi abriu as portas para que seus executivos tivessem contato com os representantes do setor produtivo local. Acreditamos, à época, que a entrada da concorrente iria mudar o quadro, mas a Azul encampou a Trip e só levamos prejuízos com isso. Vamos agendar com os dirigentes da companhia aérea reunião para que nos expliquem o que houve e se há uma solução em vista”, enfatizou. 

Para o dirigente, a população que precisa se locomover de forma mais rápida entre Ipatinga e outros centros brasileiros é a maior prejudicada, uma vez que as grandes empresas da região: Usiminas, Cenibra, Vale e Aperam South America têm reservas com tarifas diferenciadas.

Divulgação Aciapi


Gustavo


Particular
Já a população tem que entrar na fila para comprar antecipadamente, via on-line, com tarifação elevada. Por isso, empresários das médias empresas já estudam a possibilidade de comprar uma aeronave para fazer voos particulares e regulares para Belo Horizonte e outros destinos.

Conforme o presidente da Aciapi, um avião operacional nas condições que atende às necessidades de um grupo de quatro empresários ipatinguenses, o turboélice King Air da Beechcraft modelo E90, com capacidade para seis pessoas, custa menos de R$ 2 milhões. Gustavo Souza avalia que fica mais em contra se os empresários com grande demanda de deslocamento se unirem para adquirir e custear uma aeronave deste porte. “Também vamos à Agência Nacional de Avião Civil (Anac) saber quais as dificuldades técnicas do aeroporto e questionar porque outras empresas, como a Gol, não operam voos no local. Vamos precisar mais ainda deste terminal se, de fato, começarem as obras na BR-381, o que vai deixar o trânsito ainda mais complicado”, enfatizou o presidente da Aciapi.
 

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