11 de junho, de 2013 | 00:00
Servidores da PC entram em greve
Paralisação é por tempo indeterminado em todo Estado
IPATINGA - A Polícia Civil de Minas Gerais entrou em greve ontem (10), após aprovação da categoria em uma assembleia realizada no dia 24 de maio. A categoria reivindica a revisão da Lei Orgânica da Polícia Civil, que define o plano de carreira da corporação, entregue à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para avaliação dos deputados estaduais. Na região, servidores também aderiram à paralisação, que durará por tempo indeterminado.
No dia de ontem, o Sindicato dos Servidores da Polícia do Estado de Minas Gerais (Sindpol-MG) divulgou uma cartilha orientando os policiais sobre os procedimentos que devem ser adotados durante a paralisação. A escala mínima de atendimento será mantida, de acordo com a lei de greve. Conforme as determinações, somente serão formalizados os procedimentos de flagrante e Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs). Será feita a confecção do Registro de Eventos de Defesa Social (Reds) em 30% do total que normalmente é feito nas delegacias.
Na região, os policiais também operam no sistema de escala de atendimento em 30%. O diretor regional do Sindpol, Alexandro Silveira, explica que a paralisação é por período indeterminado, situação que só deve ser encerrada após a categoria alcançar seu objetivo. Temos uma lei orgânica distante daquilo que deveria ser. Ao que parece, o governo está aberto a rever sua posição e conversar. Durante a paralisação alguns serviços tidos como de urgência não entram na escala. A delegacia fica aberta o dia todo, mas no caso de representações vamos atender somente das 8h30 às 12h, no caso de Ipatinga”, informou.
Ainda de acordo com a cartilha, durante a greve não serão instaurados inquéritos policiais por portaria, diligências preliminares, nem serão despachadas ocorrências policias. Também não serão feitas oitivas, intimidações, acareações, reconhecimentos e nem investigações. As viaturas caracterizadas só serão usadas em casos de extrema necessidade. No Detran-MG, serão feitos somente 30% de alguns serviços, entre eles, o emplacamento de veículos.
O sindicato dos policiais informou que o governo estadual já sinalizou uma nova discussão para uma possível reformulação do texto da Lei Orgânica, propondo abertura de concurso público para o cargo de investigador. Na quinta-feira (13), haverá uma reunião na ALMG para um ajuste do documento com o apoio das entidades de classe.
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