23 de junho, de 2013 | 00:00

Uma obra sem conclusão

Reforma já passa pelo terceiro prefeito e ginásio completa 13 anos de abandono em Timóteo


TIMÓTEO – A mais recente ordem de serviço para a reforma do Ginásio Poliesportivo Iorque José Martins em Timóteo foi assinada em junho de 2010, mas passados três anos, o que se vê é um cenário de completo abandono do patrimônio público. A primeira licitação realizada já não vale mais e a população ainda precisa esperar a conclusão de uma nova concorrência para voltar a sonhar com um ginásio remodelado.

Inicialmente foram anunciados recursos na ordem de R$ 1,4 milhão pelo então prefeito Geraldo Hilário (PDT). À época, a previsão era que a obra de reforma teria duração de seis meses, mas com uma nova troca de comando na PMT em outubro de 2010, por decisão judicial, a execução dos serviços foi adiada.


O ex-prefeito Sérgio Mendes (PSB), que assumiu a vaga de Geraldo Hilário, também não concluiu a reforma do ginásio. Questionada pela reportagem do DIÁRIO DO AÇO em abril do ano passado, a equipe de governo do ex-prefeito informou que aguardava parecer da Caixa Econômica Federal (CEF) para retomar as reformas.
Outra alegação é que haveria readequações na planilha de custos, daí a necessidade de um aval da Caixa para a realização de uma nova licitação para o restante da obra.

Agora, no governo Keisson Drumond (PT), o secretário municipal de Planejamento, Edilson Andrade, mantém argumentos parecidos com os da gestão anterior. “No início do ano, percebemos o ocorrido e passamos a negociar com a Caixa a revisão do projeto e da planilha orçamentária. E só depois disso poderemos dar início a um novo processo licitatório e retomarmos o projeto da reforma”, justificou.

Demora
O secretário reconhece que a negociação pode demorar, pois além do acordo entre Caixa e município existe um estudo de engenharia. “Já encaminhamos o projeto e a planilha para a Caixa e isso vai tramitando; é um diálogo entre as duas entidades até chegar a um acordo. Ainda não há como precisar o tempo que ainda vai demorar para a retomada, como essa obra ficou perdida por muito tempo, alguns serviços acabam se perdendo e precisam ser refeitos então não é um projeto muito fácil de ser liberado”, pontuou.

Custos
A administração municipal garante que pretende retomar a obra o mais rápido possível, porém, a contrapartida do município para a sua viabilização é um grande desafio, conforme o secretário timoteense. “Devido a essa longa demora na execução na reforma, haverá um expressivo aumento do valor da contrapartida do município. Uma obra em 2009 que foi planejada por um valor e você converte para os dias atuais, nós teremos no mínimo um aumento de 30% no custo da obra e todos nós sabemos que o nosso município está desprovido de recursos”, lamenta.
O valor que ainda será gasto para a finalização da obra, conforme Edilson Andrade, ainda depende da análise a ser feita pela Caixa e da nova licitação a ser realizada.

História
Construído em 1986, o ginásio oferecia uma estrutura para realização de competições esportivas, eventos culturais, religiosos, além de formaturas escolares. No ano de 2000, o espaço foi fechado. Em 2005, o Ginásio Iorque Martins serviu de abrigo para famílias que moravam em uma área de invasão do bairro Limoeiro, desabrigadas por causa da forte chuva ocorrida em dezembro daquele ano.
 

Wôlmer Ezequiel


ginasio

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