12 de julho, de 2013 | 00:00
Região adere ao Dia Nacional de Lutas
Com baixa participação, sindicalistas promovem protestos em Ipatinga
IPATINGA Dois pontos de Ipatinga concentraram manifestações de sindicalistas ontem, acompanhando a mobilização pelo Dia Nacional de Lutas. No início da manhã, um pequeno grupo de sindicalistas bloqueou a BR-381, no bairro Horto, causando alguns transtornos para os motoristas. O Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga (Sindipa), filiado à Força Sindical, juntamente com a Associação dos Aposentados e Pensionistas de Ipatinga (Aapi), fizeram a mobilização no Horto.
A rodovia ficou fechada até as 8h30 e provocou vários quilômetros de congestionamento, de acordo com informações da organização. Por volta de 9h, outro grupo de sindicalistas, com cerca de 50 representantes de várias categorias, liderados pela regional Vale do Aço da Central Única dos Trabalhadores (CUT), fizeram uma caminhada com faixas e carro de som pelas principais ruas do Centro de Ipatinga. A concentração foi na praça 1º de Maio, onde houve a dispersão após a manifestação pacífica. A Polícia Militar acompanhou a caminhada e as portas do comércio não precisaram ser fechadas.
Reivindicações
Os principais pontos da pauta de reivindicações dos sindicatos são: contra o Projeto de Lei 4.330 que trata da terceirização; 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para a educação; 10% do orçamento da União para a saúde; redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem reduzir salário; fim do fator previdenciário; valorização das aposentadorias; reforma agrária; duplicação da BR-381; suspensão dos leilões do petróleo e transporte público de qualidade.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público de Ipatinga (Sintserpi), Misael Borges, falou sobre a mobilização geral dos sindicatos da região, que teve participação da Nova Central Sindical e da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB). Apesar do pequeno número de manifestantes, Misael destacou a representatividade”. Nós conseguimos mobilizar várias categorias e trazer a discussão para a sociedade. Não é grande número de pessoas, mas muitos trabalhadores estão representados”, declarou.
Aposentados também vão para as ruas
A Associação dos Aposentados e Pensionistas de Timóteo (Aapt) aproveitou a data para ir às ruas e reivindicar melhorias para a classe. Com apoio do Sindicato dos Metalúrgicos de Timóteo e Coronel Fabriciano (Metasita), na manhã de ontem dezenas de aposentados protestaram pacificamente em frente à agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no Centro. Os manifestantes caminharam ainda pela Alameda 31 de Outubro. O protesto pacífico durou cerca de uma hora e meia.
O presidente da Aapt, José Maria Gomes, disse que o objetivo da mobilização foi protestar contra as perdas salarias sofridas pelos aposentados. São muitas perdas e o salário achata mais a cada mês que passa”, reclamou. Outra reivindicação do grupo é pela construção da agência do INSS em Timóteo, cujo terreno já foi doado. O lote já está doado há dez anos e não houve manifestação sobre a construção. Não podemos perder a agência. Também protestamos contra corrupção”, esclareceu José Maria.
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Rodoviários batalham para manter diretos conquistados
Entre as entidades de classe reunidas no protesto de Ipatinga, estavam os trabalhadores rodoviários, que travam uma batalha no país para manter direitos conquistados ano passado, com a aprovação da Lei 12.619/12, que trata da jornada de trabalho dos motoristas profissionais. Atualmente, ela prevê descanso de onze horas entre uma jornada e outra.
No entanto, há uma proposta de revisão da lei reduzindo esse período para nove horas. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Coronel Fabriciano (Sinttrocel), Marlúcio Negro da Silva, disse que a categoria vai lutar contra essa mudança. Para nossa surpresa, alguns deputados federais que votaram a favor da lei no ano passado, entraram com projeto tentando mudá-la. Mas estamos unidos para tentar vetar a proposta”, enfatizou.
Outra solicitação que a categoria faz nas manifestações Brasil afora é pelo retorno da aposentadoria especial. Motorista de caminhão e ônibus que trabalhava 25 anos de carteira assinada tinha direito de aposentar. Uma das bandeiras dos rodoviários é o fim do fator previdenciário. Ele prejudica muito o trabalhador que perde de 8% a 11% quando se aposenta”, frisou Marlúcio Negro.
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