18 de julho, de 2013 | 00:00
Entidade quer retomada de discussão sobre saúde
Para o sindicato de trabalhadores crise no setor ainda não foi solucionada
FABRICIANO - O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Vale do Aço (Sindeess), cobra a realização de uma audiência pública para explicações e soluções para os diversos problemas da saúde na região. Representantes da entidade reclamam que, após o inicio das discussões sobre a situação no ano passado, nenhuma intervenção efetiva foi feita.
Para o presidente do Sindeess, Aguiar dos Santos, a crise na saúde, instaurada no início do ano passado, ainda não foi solucionada e carece de ações emergenciais do governo estadual. A própria diretoria do Hospital São Camilo confirma que a situação é crítica”, argumenta o sindicalista.
Ainda conforme Aguiar dos Santos, uma comissão composta por vários segmentos da região foi formada, mas nenhuma ação em prol da saúde foi realizada. Por isso, o Sindess pede a realização de uma audiência pública, com a presença de representantes do Estado e do Ministério Público, a fim de discutir os atendimentos de saúde, principalmente na região de Coronel Fabriciano e Timóteo.
A diretoria do sindicato alega que a abertura do Hospital São Camilo não foi suficiente para resolver o problema da crise e, por isso, é urgente a criação de um hospital regional no Vale do Aço.
Atendimentos
Conforme informações da assessoria de Comunicação da São Camilo, o Hospital e Maternidade Vital Brazil (HMVB), em maio foram contabilizados 6.262 atendimentos (consultas em geral no Pronto Atendimento). Mantendo uma média, portanto, de 6 a 7 mil atendimentos por mês, o que não configura quadro de superlotação”, pontua.
A assessoria do São Camilo alega que a sobrecarga do Vital Brazil reduziu bastante após a abertura do hospital em Fabriciano, quando eram mais de 11 mil atendimentos por mês na unidade de Timóteo.
Em Fabriciano, a média mensal de atendimentos é de 6,1 mil, acima da capacidade estabelecida de 2 mil atendimentos. Com 41 leitos atuais, a média de ocupação na internação é de 130%. A assessoria do Hospital São Camilo avalia que a sobrecarga, muitas vezes, ocorre por deficiência na rede básica, pois casos simples acabam agravados e resultando no deslocamento de pacientes para o hospital.
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