20 de julho, de 2013 | 00:00
Diretoria paralela no Sindipa
Chapa eleita anuncia atuação em pontos próximos às portarias da Usiminas
IPATINGA O Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga (Sindipa), viverá uma situação curiosa na próxima semana. Insatisfeitos com a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, de Belo Horizonte, que acatou liminar para suspender os efeitos da eleição e a posse da diretoria eleita, a chapa 2, que venceu as eleições e não tomou posse, iniciará plantões nas proximidades das portarias da Usiminas.
Na segunda-feira (22), a diretoria eleita e não empossada, estará na Praça 1° de Maio, no Centro, das 7h às 18h. Conforme informação do TRT da 3ª região, nessa sexta-feira (19), o Sindipa ingressou com um agravo regimental, o que geralmente é feito com o intuito de provocar a revisão de uma decisão.
Não assumimos o prédio, mas a categoria está conosco. Dessa forma, faremos plantões próximos às portarias, esclarecendo dúvidas, orientando os trabalhadores e expondo nossas propostas para o acordo salarial. Estamos convictos de que, já no próximo mês, vamos assumir a presidência e a diretoria”, afirmou o presidente eleito, Hélio Madaleno. Ainda conforme Madaleno, um número considerável de trabalhadores pretende se desvincular do sindicato caso a posse não seja confirmada. Várias pessoas querem sair, pois seu direito não foi respeitado”, destacou.
Recentemente, após anunciar a sua renúncia ao posto de presidente do Sindipa uma vez que a medida liminar mantem a atual diretoria no comando até o julgamento do processo -, Luiz Carlos Miranda afirmou que a democracia não existiu, pois diversas pessoas deixaram de votar. A democracia só serve para quem ganha? Os que foram excluídos não têm direito de votar? Esse tipo de comentário é para autoritários, mas as coisas não são bem assim. Sou réu nessa questão, o Sindipa é réu e estávamos prontos para passar o cargo, foi uma decisão que não se discute, por causa de pessoas que foram excluídas”, observou.
Conturbada
A posse da diretoria, eleita no mês de janeiro, tem sido conturbada. No mês de março, uma ação ingressada na Justiça do Trabalho, em Coronel Fabriciano, pedia a anulação do pleito, devido à exclusão do processo eleitoral de trabalhadores da Fundação São Francisco Xavier, Consul e Usipa. Com a liminar que suspendeu a posse da diretoria eleita e anulou os efeitos da eleição, o atual presidente permaneceria a frente do cargo até o julgamento do processo, mas Luiz Carlos Miranda renunciou para assumir a direção da Força Sindical em Minas.
No mesmo dia, Gláucio Ervilha, membro da diretoria atual, foi escolhido entre os colegas para presidir o Sindipa. Procurado pelo DIÁRIO DO AÇO, o atual presidente, que estava em reunião até o fim da tarde de ontem (19), não foi localizado para se posicionar sobre a situação.
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