26 de julho, de 2013 | 00:00

Negociações com o Estado movimentam milhões de reais

Workshop sobre compras governamentais “ensina” como vender produtos e serviços para o governo mineiro


IPATINGA – Para fazer a máquina pública funcionar, o Estado precisa ir às compras e, com isso, movimenta aproximadamente R$ 5 bilhões ao mês. Do total de compras efetuadas, mais de 78% são de empresas mineiras, conforme o diretor da Superintendência Central de Recursos Logísticos e Patrimônio, Jean Mattos Duarte. Ele comandou o workshop “Oportunidades de negócio nas vendas para o Governo de Minas”, realizado nessa quinta-feira, na sede regional da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). O evento foi realizado em parceria com o Sebrae. 

Em entrevista ao DIÁRIO DO AÇO, Jean Mattos informou que o Vale do Aço fornece ao Estado itens triviais como combustível, material de escritório, suprimentos de informática, serviços diversos, como reparos e obras. Jean Mattos apontou o ramo alimentício como destaque de fornecimento da região.

Conforme o executivo, a alimentação fez circular mais de R$ 8 milhões na região, nos últimos três anos. “Destaque na região são aquisições da Secretaria de Estado de Defesa Social, principalmente em termos de alimentação para o sistema prisional. Nos últimos 3 anos, só o fornecimento de alimentação injetou na região mais de R$ 8 milhões na região. É um volume considerável de recursos”, salientou Mattos.

O diretor da Superintendência disse ainda que a região Central do Estado concentra boa parte do volume de compras, mas o número é bem disperso nas outras regiões. Em relação à perspectiva de gastos do governo com essas compras, Jean Mattos adiantou que ela permanece dentro da média de R$ 5 bilhões ao mês. “O Estado tende a manter níveis de investimentos e compras. Afinal, muito do que se compra é para a manutenção da máquina pública”, comentou. Ipatinga é a terceira cidade a receber o evento, que será promovido em todas as regiões mineiras. 

Mecanismos
Polliane Torres


jean mattos
Durante o encontro na tarde de ontem, o debate girou em torno das principais políticas de compras do setor público estadual e dos mecanismos legais para ser um fornecedor. “Tem mecanismos legais, por exemplo, para dar benefícios a pequenas empresas e para promover compras sustentáveis. Esses encontros têm o intuito de aproximar mercado e fornecedor, além de tentar desmistificar que vender para governo é difícil e burocrático”, declarou Jean Mattos.

O representante da Seplag citou as exigências básicas feitas aos interessados em se candidatarem como fornecedores. “Para vender para o governo, tem que haver regularidade fiscal. A empresa não pode dever tributos e tem que apresentar periodicamente certidões que comprovem regularidades em vários órgãos”, citou. O sistema de compras do Estado possui 27 mil empresas cadastradas, lembrando que mais de 78% delas são de Minas. Entre elas, mais da metade são pequenas empresas. 

Facilidades
No quesito desburocratização, Jean Mattos salienta alguns instrumentos utilizados para agilizar os trâmites. “A empresa cadastrada tem as certidões que comprovam regularidade, atualizadas automaticamente. Ela recebe e-mail e SMS com avisos das licitações de acordo com o segmento em que ela atua”, exemplificou.

O cadastro pode ser feito no portal de compras pela página www.compras.mg.gov.br. É necessário identificar a empresa, cadastrar senha, preencher formulário, apresentar documentos e certidões. A documentação pode ser entregue nas sedes de Unidade de Atendimento Integrado, nos escritórios da Sepalg ou enviada pelos Correios. Empresas não cadastradas também podem participar das licitações.
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