27 de julho, de 2013 | 00:00
Usiminas divulga resultados do segundo trimestre de 2013
Ebitda atinge maior patamar desde 2010; vendas para o mercado interno cresceram 16,5%
IPATINGA A Usiminas anunciou, nessa sexta-feira (26), por meio de teleconferência com analistas de mercado, os números referentes aos resultados da empresa no segundo trimestre de 2013, compreendido pelos meses de abril, maio e junho. Com um crescimento de 41% em relação ao trimestre anterior, o Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Usiminas atingiu R$ 441 milhões no segundo trimestre de 2013, melhor patamar desde o terceiro trimestre de 2010.
Essa evolução reflete uma melhor performance de vendas no mercado interno e do processo de melhoria contínua da eficiência operacional, controle de custos e produtividade nas unidades industriais.
Despesas financeiras decorrentes da desvalorização do Real frente ao Dólar fizeram com que a companhia registrasse um prejuízo líquido de R$ 22 milhões no segundo trimestre de 2013 que, no entanto, reduziu-se em 82% em relação ao primeiro trimestre de 2013. Já o caixa fechou o período em R$ 4,7 bilhões, aumento de 11,7% frente ao primeiro trimestre 2013.
Para o presidente da Usiminas, Julián Eguren, mesmo com a receita líquida estável quando comparada ao trimestre anterior ao divulgado ontem, a empresa registrou um Ebitda expressivamente maior. É a melhor margem da companhia desde o terceiro trimestre de 2010. Este resultado acompanha a evolução da margem Ebitda específica da siderurgia, que também registrou a maior margem desde 2010 e voltou ao patamar de dois dígitos, com minério de ferro computado ao preço de mercado. Isso demonstra, materialmente, que nossas ações de melhoria da produtividade começam a trazer resultados mais consistentes. É um processo contínuo. Ainda temos um caminho longo para percorrer, mas estamos no caminho certo”, avaliou.
Eguren acrescenta que a melhoria contínua dos indicadores demonstra que a cultura dos controles e de busca por produtividade tem contribuído para tornar a Usiminas uma companhia ainda mais fortalecida diante da atual volatilidade do mercado siderúrgico. Todas as nossas equipes permanecem empenhadas no grande desafio de aumentar a competitividade nas unidades. E a sensível mudança de patamar que obtivemos nesse segundo trimestre nos deixa ainda mais motivados para reafirmar: estamos avançando, caminhando na direção certa”, observou.
Em relação à Mineração Usiminas, o presidente destaca que, embora pese a flutuação do preço de minério, o trimestre foi fechado com a margem Ebitda em patamares elevados. O projeto Friáveis, que compreende a expansão da capacidade produtiva para 12 milhões de toneladas por ano, já se encontra em fase de conclusão, dentro do cronograma e do orçamento propostos”, detalhou.
Vendas para mercado
interno aumentaram
Como resultado da estratégia da Usiminas de priorizar o mercado doméstico com aços de maior valor agregado, as vendas para o mercado interno cresceram 16,5% em relação ao trimestre passado e atingiram 1,6 milhão de toneladas (91% do total). Trata-se também do maior patamar dos últimos três anos. Já as exportações foram reduzidas em 61%, para 144 mil toneladas (9% do total). Com isso, o volume total de vendas somou 1,6 milhão de toneladas, praticamente estável (-1%) em relação ao trimestre anterior.
No segundo trimestre de 2013, a produção de aço bruto nas usinas de Ipatinga e de Cubatão foi de 1,7 milhão de toneladas, apresentando um aumento de 5,2% em relação à do primeiro trimestre de 2013. Outro aspecto importante foi que, mesmo em um cenário econômico desafiador para o setor siderúrgico, conseguimos aumentar em mais de 16% nossas vendas para o mercado interno, em relação ao primeiro trimestre. Nesse sentido, vale destacar um mix alto de valor agregado, com um aumento importante nas vendas de chapas grossas”, acrescentou Julián Eguren.
Nessa semana, o diretor-executivo da Usina de Ipatinga, Roberto Maia, informou que a empresa instalou equipamentos que a habilitaram a participar de mercados nos quais antes não possuía inserção. Na indústria automobilística nós praticamente dobramos a nossa capacidade de produção de aço, estamos nos habilitando a participar da cadeia metalomecânica, dos aços que serão utilizados no desenvolvimento da cadeia do pré-sal e isso tudo vai permitir que a usina de Ipatinga fique sempre num estágio tecnológico bastante avançado e nos permita produzir no limite da nossa capacidade”, disse Roberto Maia.
Investimentos
Sobre a possibilidade de novos investimentos na região, a assessoria de Comunicação da Usiminas pontuou que, em Ipatinga, destaca-se pela modernização da Coqueria 2, com o objetivo de aumentar a geração própria de coque, insumo fundamental para a produção do aço, com previsão de iniciar as operações em 2014. Além disso, a planta de Ipatinga investe constantemente em atualização tecnológica e manutenção.
É importante destacar que, nos últimos 5 anos, a Usiminas investiu mais de R$ 5,5 bilhões em suas instalações no Vale do Aço. Nesse período, Ipatinga ganhou uma nova linha de aços galvanizados, uma nova linha de peças fundidas, uma tecnologia (denominada CLC) inédita no País para produção de chapas grossas especiais para a indústria naval e do petróleo e também uma nova Coqueria (a de número 3)”, informa a empresa.
Sobre a proporção de investimentos em siderurgia e mineração, a assessoria de Comunicação observou que não é possível fazer previsões. Entretanto, nesse segundo trimestre, R$ 157 milhões foram investidos em siderurgia e negócios correlatos de beneficiamento de aço (Usiminas Mecânica, por exemplo) e R$ 104 milhões em mineração, perfazendo um total de R$ 261 milhões aplicados no período.
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A crise no Vale do Aço - 26/07/2013
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