31 de julho, de 2013 | 00:02

Menor município da RMVA tem o maior crescimento de renda per capita

Setor de serviços ficou em primeiro lugar entre os segmentos da economia que geraram mais empregos


DA REDAÇÃO – Santana do Paraíso é o município de destaque na Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA) nos estudos sobre taxa de atividade e renda per capita média no Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013. A pesquisa, contendo comparativo entre 1991 e 2010, foi divulgada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), na segunda-feira.
 

O menor município da RMVA Paraíso apresentou os maiores índices de ocupação e renda per capita. O município de Ipatinga figura em segundo lugar nos dois quesitos. Em contrapartida, Coronel Fabriciano apresentou o menor índice de taxa de atividade e Timóteo a menor renda per capita nas últimas duas décadas. Em relação aos segmentos da economia que mais geraram empregos nas quatro cidades, o setor de serviços ficou em primeiro lugar, seguido do comércio.

Renda
A renda per capita média de Santana do Paraíso cresceu 154,59% nas últimas duas décadas, passando de R$ 194,75 em 1991 para R$ 289,90 em 2000 e R$ 495,81 em 2010. A taxa média anual de crescimento foi de 48,86% no primeiro período e 71,03% no segundo. O índice de extrema pobreza, medida pela proporção de pessoas com renda domiciliar per capita inferior a R$ 70, de agosto de 2010, também foi abordado pela pesquisa. Em Santana do Paraíso, o percentual foi de 24,79% em 1991, 15,27% em 2000 e 3,18% em 2010.
 

Ipatinga figura como o segundo município da RMVA com maior índice de crescimento de renda per capita, que subiu 106,48% nas últimas duas décadas, passando de R$ 417,92 em 1991 para R$ 613,05 em 2000 e R$ 862,91 em 2010. Já a taxa média anual de crescimento caiu de 46,69% no primeiro período para 40,76% no segundo. A extrema pobreza passou de 9,26% em 1991 para 4,82%, em 2000, e 1,13% em 2010.


Em Coronel Fabriciano, a renda per capita média cresceu 83,95% nas últimas duas décadas: R$ 372,65 em 1991; R$ 517,45 em 2000 e R$ 685,48 em 2010. A taxa média anual de crescimento foi de 38,86% no primeiro período e 32,47% no segundo. A extrema pobreza caiu: 11,23% (1991); 6,28% (2000) e 2,38% (2010), respectivamente.


Timóteo é o município que registrou menor crescimento da renda per capita média nas últimas duas décadas: 80,35%, passando de R$ 436,20 em 1991 para R$ 589,80 em 2000 e R$ 786,68 em 2010. A taxa média anual de crescimento foi de 35,21% no primeiro período e 33,38% no segundo. A extrema pobreza caiu de 7,91% em 1991, para 4,70% em 2000 e 1,03% em 2010.

Ocupação
 Ainda em relação aos dados econômicos dos municípios, o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013 detalha a situação da taxa de atividade da população de 18 anos ou mais economicamente ativa, entre 2000 e 2010. Neste aspecto, Paraíso se destaca com crescimento de 63,36% em 2000 para 67,30% em 2010. Ao mesmo tempo, sua taxa de desocupação caiu de 22,66% em 2000 para 10,39% em 2010.

Ipatinga ocupa a segunda posição também neste quesito. Conforme a pesquisa, o município registrou ligeira alta na taxa de pessoas ocupadas, passando de 65,14% em 2000 para 65,23% em 2010. Por outro lado, a sua taxa de desocupação caiu de 17,05% para 8,77%.
Em terceiro lugar na RMVA, Timóteo acusou aumento da taxa de atividade de 61,91% para 64,94%. Já a desocupação caiu de 17,37% para 11,55%. Em último lugar está o município de Coronel Fabriciano, cujo índice de atividade passou de 63,86%, em 2000, para 64,10% em 2010. Já o número de desocupados caiu de 19,46% para 9,98%.

 

Geração de empregos por setores da economia

Wôlmer Ezequiel


comércio
Outro ponto abordado pela pesquisa é o percentual de geração de empregos por setores da economia em 2010, para pessoas ocupadas na faixa etária de 18 anos ou mais. O destaque é para serviços e comércio, os principais empregadores na RMVA. Em Santana do Paraíso, 6,45% pessoas trabalhavam no setor agropecuário; 0,40% na indústria extrativa; 21,48% na indústria de transformação; 12,97% no setor de construção; 1,35% nos setores de utilidade pública; 11,99% no comércio e 36,17% no setor de serviços.


Em Ipatinga, a ocupação no setor agropecuário foi de 0,75%; 0,39% na indústria extrativa; 21,42% na indústria de transformação; 8,91% no setor de construção; 1,02% nos setores de utilidade pública; 18,41% no comércio e 41,89% no setor de serviços. Em Coronel Fabriciano, 1,99% das pessoas ocupadas trabalhavam no setor agropecuário, 0,48% na indústria extrativa; 19,76% na indústria de transformação; 9,57% no setor de construção; 1,02% nos setores de utilidade pública; 17,52% no comércio e 41,82% no setor de serviços.


Já em Timóteo, dos ocupados em 2010, 1,75% trabalhavam no setor agropecuário; 0,43% na indústria extrativa; 22,64% na indústria de transformação; 8,72% no setor de construção; 0,92% nos setores de utilidade pública; 15,30% no comércio e 44,20% no setor de serviços. 

SOBRE O ASSUNTO:

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