31 de julho, de 2013 | 00:01

Ensino e longevidade são destaques em Timóteo e Santana do Paraíso

Dados fazem parte do estudo divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento


IPATINGA – Conforme dados divulgados no início da semana no Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil 2013, os municípios de Santana do Paraíso e Timóteo se destacam positiva e negativamente em dois quesitos: Ensino e Longevidade.

No comparativo, Timóteo possui o maior número de pessoas com curso superior (11,61%) e também a menor expectativa de vida (75,1 anos). Por sua vez, Santana do Paraíso tem mais analfabetos em relação às outras cidades da Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA) contabilizando 11,87%. Em contrapartida, possui a maior expectativa de vida, que na média chega a 77,7 anos.


A escolaridade da população adulta é um importante indicador de acesso ao conhecimento e também compõe o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), no item Educação. Em Ipatinga, no ano de 2010, 62,54% da população de 18 anos ou mais tinha completado o ensino fundamental e 42,67% o ensino médio.

No mesmo ano, em Timóteo, 65,47% da população nessa faixa etária completou o ensino fundamental e 46,56% o médio. Já em Fabriciano, 58,57% da população com idade superior a 18 anos terminou o ensino fundamental e 38,84% o ensino médio. Paraíso registrava nesse ano 45,70% da população com ensino fundamental e 26,32% o ensino médio completo. Além disso, nas últimas duas décadas, a taxa de analfabetismo da população de 18 anos ou mais diminuiu em Ipatinga (6,28%), Timóteo (5,87%), Fabriciano (7,38%) e Paraíso (15,50%).

Para o diretor do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) de Timóteo, Rodrigo Gaiba, a explicação para a melhora no quesito Educação se deve aos investimentos feitos nos últimos seis anos. Ele acrescenta que, tais investimentos, foram feitos com qualidade.

“Estamos com o Cefet há alguns anos em Timóteo e temos boas perspectivas como na instalação de escolas publicas federais em locais com 80 mil habitantes, o que servirá para melhorar ainda mais o quadro. A região ganhará escolas federais, como no caso de Ipatinga. O caminho é realmente por meio de investimento, tanto que o resultado já começa a aparecer. Quando as prefeituras se dispõem a contribuir, o retorno é imediato”, avaliou Rodrigo Gaiba.

Wôlmer Ezequiel


rodrigo gaiba


 

Mortalidade e fecundidade também fazem parte do estudo

De acordo com os dados do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, a mortalidade infantil (mortes de crianças com menos de um ano de idade) em Ipatinga reduziu 40%, passando de 22,3 por mil nascidos vivos em 2000 para 13,2 por mil nascidos vivos em 2010.

Em Timóteo, a diminuição foi de 19%, passando de 18,7 por mil nascidos vivos em 2000 para 15,1 por mil nascidos vivos em 2010. Fabriciano reduziu em 43%, passando de 22,3 por mil nascidos vivos em 2000 para 12,5 por mil nascidos vivos em 2010. Paraíso reduziu 54%, passando de 25,1 por mil nascidos vivos em 2000 para 11,5 por mil nascidos vivos em 2010.

Expectativa
A expectativa de vida ao nascer é o indicador utilizado para compor a dimensão Longevidade do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM). Em Santana do Paraíso, a esperança de vida ao nascer aumentou 12,0 anos nas últimas duas décadas, passando de 65,7 anos em 1991 para 77,7 anos em 2010, maior média entre os quatro municípios da Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA).

Em Coronel Fabriciano, a estimativa aumentou 9,5 anos no período, passando de 67,4 anos para 76,9 anos em 2010. Já em Ipatinga, o número aumentou 9,5 anos passando de 67,4 anos para 76,9 anos em 2010. Em Timóteo, a esperança de vida aumentou 4,6 anos, passando de 70,6 anos para 75,1 anos em 2010.

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grafico


 

 

 

Fecundidade

A taxa de fecundidade total (filhos por mulher) registrada em Fabriciano e Paraíso no ano de 2010 era de 1,9; em Ipatinga 1,6 e em Timóteo 1,5.

Dentro da estrutura etária, itens como Razão de Dependência (RD) e Índice de Envelhecimento (IE) são analisados. Razão de Dependência é a população de menos de 14 anos e 65 anos ou mais (população dependente) em relação à população de 15 a 64 anos (população potencialmente ativa). Já o Índice de Envelhecimento aponta a população de 65 anos ou mais em relação à população de menos de 15 anos.


Entre 2000 e 2010, a RD de Ipatinga passou de 45,70% para 38,85% e o ID evoluiu de 3,90% para 6,26%. Nesse período, a RD Timóteo passou de 47,07% para 40,80% e o IE evoluiu de 4,97% para 7,26%. Já Fabriciano passou sua RD de 49,25% para 42,69% e o Índice de Envelhecimento evoluiu de 5,04% para 7,39%. Em Santana do Paraíso a RD passou de 58,57% para 46,95% e o IE evoluiu de 4,62% para 5,65%.


O que mais foi publicado:

Ipatinga tem o melhor IDH da região - 30/07/2013

Menor município da RMVA tem o maior crescimento de renda per capita - 31/07/2013
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