04 de agosto, de 2013 | 00:00

Perímetro urbano da BR-381 teve mais de 400 acidentes

Homens são maioria entre os envolvidos nessas ocorrências de trânsito


IPATINGA – O perímetro urbano da BR-381, nos municípios de Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo teve registro de 417 acidentes de trânsito este ano. Os dados do 1º Pelotão de Trânsito Rodoviário do Vale do Aço dizem respeito aos meses de janeiro a julho de 2013. Levantamento do Ministério dos Transportes revela que Rodovias federais que cortam Minas Gerais têm média de 120 acidentes por dia.

Estado com a maior malha viária do Brasil, Minas Gerais tem média de 120 acidentes por dia somente nas rodovias federais. No Vale do Aço, foram registrados de janeiro até agora, na BR-381, 63 prisões por embriaguez, 417 ocorrências de acidentes, que envolveram 490 automóveis e 127 motocicletas. Entre os condutores estavam 648 homens e 132 mulheres. Na maioria dos acidentes mais de um veículo estava envolvido.

Embora o número de ocorrências envolvendo motociclistas seja menor que o de automóveis, os estudos indicam que os feridos nos acidentes com motos são sempre casos mais graves. Na maioria dos casos a falta de atenção com um modo defensivo de conduzir o veículo é apontada como fator determinante para a ocorrência de acidente com motocicletas.

Instrutora de motocicletas, há dez anos, Geralda Silva observa que a formação de condutores de motocicletas poderia ser diferente. Antes da existência das motopistas, muitas aulas foram desenvolvidas nas ruas. “Acredito que na rua seria possível desenvolver e ter noção do que é o trânsito, o que talvez falte na formação de pilotos. Por outro lado, na moto pista os alunos aprendem a equilibrar e a montar, se não tiver um local para isso, fica difícil colocar o aluno na moto e ensiná-lo a arrancar no meio da rua. É preciso ter esse espaço onde não existe risco de acidentes entre motos e carros. Como vou segurar um aluno no meio do trafego?”, avaliou. 

A instrutora acrescenta que é complicado mudar a forma como é feita a formação dos pilotos, por questões que envolvem, além de segurança, recursos financeiros. “Ninguém discute essa questão, pois significaria  mais dinheiro saindo do bolso do aluno. Entretanto, se isso partisse de iniciativa publica, aí seria bem aceito. Mas é bom frisar que existe o problema de que no carro o aluno não cai, já na moto, não tem como aquele que está aprendendo se equilibrar sem riscos. É muito complicado. Aconteceria muito mais acidente que na pista”, frisou. 


Sobre o número de acidentes, a instrutora pontua que todos os condutores  estão sujeitos, embora o motociclista esteja mais propício ao risco, por entrar em locais estreitos, se expondo às situações. “Precisamos de mais campanhas de conscientização. É preciso trabalhar isso, precisamos de mais leis também, temos de nos conscientizar, pois a maior probabilidade é do piloto”, concluiu.

 
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